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Agenda Goiás define ações contra PEC que pode sucatear CT&I em Goiás

Publicado em : 30/01/2019

Autor : Ascom/Adufg

Está tramitando na Assembleia Legislativa uma emenda aditiva ao artigo 158 da constituição estadual que retira a obrigatoriedade do investimento de 3,25% das receitas líquidas do estado em Ciência, Tecnologia e Inovação. Se for aprovada, tal mudança ameaça desfazer o trabalho de mais de uma década de pesquisa e formação qualificada de mão de obra realizado por professores, alunos e pesquisadores do Estado. Mais do que isso, ameaça a competitividade de Goiás na área de tecnologia e pode custar muito caro para a população e para o futuro do Estado. É fundamental impedir a aprovação desta emenda.

Sendo assim, o Adufg-Sindicato, a APG-GO e a SBPC promoveram na tarde de terça-feira (29/01) uma reunião realizada no Espaço Cultural, de Lazer e Cultura do sindicato para traçar uma estratégia para tentar barrar esta emenda. A reunião foi conduzida pelo presidente do Adufg-Sindicato, professor Flávio Alves da Silva, e pela secretária regional da SBPC, Márcia Pelá.

A diretoria do Adufg também esteve presente nas pessoas da professora Ana Christina Kratz, diretora de Convênios e Assuntos Jurídicos; Geovana Reis, diretora de Assuntos Educacionais, de Carreira e Magistério Superior; Walmirton Tadeu D’Alessandro, Diretor Vice-presidente e de Comunicação; e Daniel Christino, diretor de Promoções Sociais, Culturais e Científicas. Também estiveram presentes os ex-presidentes do Adufg-Sindicato: professores Romualdo Pessoa, Reginaldo Nassar Ferreira e Romão da Cunha Nunes.

Márcia Pelá abriu sua fala elucidando a importância de impedir a aprovação desta emenda ao artigo 158, cuja única mudança no texto é a adição da palavra “até” 3,25%, o que pode significar até mesmo um investimento zerado ou muito mais baixo na área de Ciência, Tecnologia e Inovação, o que teria consequências catastróficas para o setor científico do Estado. “Essa pequena palavra ameaça toda a ciência no Estado, especialmente a Fapeg e a UEG. Esta é uma reunião necessária para elaborar uma ação coletiva, inclusive junto à UEG e outras entidades, para elaborar quais ações concretas podemos fazer”, disse ela, lembrando que o governo segue sem nomear um novo diretor ou diretora para a Fapeg.

O professor Flávio Alves da Silva alertou para o sucateamento iminente, especialmente da universidade estadual, já que houve grande expansão estrutural em Goiás e que seria impossível de manter no caso de uma redução orçamentária. “A situação é ainda mais grave na UEG que hoje está presente em quase todos os municípios de Goiás”, disse, e lembrou que até certo ponto é uma luta contra o relógio, pois “precisamos agir com os deputados, chamar audiências públicas. Assim que os novos deputados estaduais assumirem, isto já pode começar a ser votado”.

Após a fala inicial, foram abertas as inscrições para que os docentes pudessem expor suas sugestões e considerações. O professor Clecildo Barreto Bezerra, que foi o primeiro presidente da Fapeg, relembrou que a instituição e a ciência em Goiás passaram por uma ameaça drástica de redução antes, em 2008, por causa de uma reforma administrativa e que na época a estratégia foi formar uma grande comissão. “Foram seis audiências públicas”, lembrou, dizendo que na época foi possível salvar os investimentos com negociação e angariando o apoio do setor privado e da imprensa. Bezerra também propôs uma visita cordial ao governador Ronaldo Caiado e ao secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Adriano da Rocha Lima.

Já o professor Adão Peixoto concordou que “não podemos perder de vista uma audiência com o governador, mas isto tem que ser solicitado de um grande número de instituições, para ter um peso político”. O professor também sugeriu a elaboração de um artigo a ser amplamente divulgado em defesa da CT&I e se voluntariou para escrever sobre o assunto em seus artigos em um jornal impresso de grande circulação.

O professor Reginaldo apoiou que seja elaborado um artigo que destaque a importância econômica da ciência no Estado, especialmente da Fapeg. “Com a inserção e parcerias da iniciativa privada e o tamanho que está a pós-graduação, nada disso vai se sustentar com cortes”, disse, “temos que mostrar o que de ruim vai acontecer para a economia do Estado se vai acontecer. É perguntar: Goiás vai abrir mão de tantos milhões?”. Concordou com ele o professor Romão, que disse ser imperativo fazer um levantamento dos dados positivos da Fapeg para serem empregados retoricamente, provando sua relevância econômica.

Por fim, a professora Elizabeth Mendes e outros docentes do ICB destacaram a importância de uma campanha forte nas redes sociais: Facebook, Instagram, Twitter e principalmente via WhatsApp.

Desta reunião já resultou um abaixo-assinado contra a PEC que você pode acessar e assinar por aqui. Foi decidido a criação de uma comissão, a visita ao secretário de Desenvolvimento, ao governador e aos deputados da Assembleia Legislativa, uma reunião com os reitores das instituições de ensino superior do Estado, uma campanha nas mídias sociais, a elaboração do artigo a ser apresentado à imprensa assim como a elaboração de uma campanha de comunicação.

 

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