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Manifestação contra os cortes na Educação mobiliza cerca de 50 mil pessoas em todo o Estado

Publicado em : 15/05/2019

Autor : Ascom/Adufg

Seguindo o movimento nacional de paralisação da educação nesta quarta-feira (15), o ato unificado contra os cortes no setor feitos pelo Governo Federal e pelo MEC reuniu em Goiânia cerca de 25 mil pessoas entre estudantes, professores de todos nos níveis da educação e servidores técnicos. Estiveram presentes várias entidades sindicais, movimentos sociais e estudantis, incluindo o Adufg-Sindicato, Sint-Ifesgo, CTB, Sintego, Sinpro, UNE, ANPG, UBES, entre outros.

"O ato de hoje uniu todos os profissionais da educação no Estado de Goiás e a comunidade em geral que defendeu a educação brasileira que está sob ataque do governo que realizou cortes em cima de cortes não apenas na Educação Superior, mas na Educação Básica também", declarou o presidente do Adufg-Sindicato, Flávio Alves da Silva, "cabe a nós defender e lutar contra esse contingenciamento. A sociedade tem que se juntar a nós, pois ela utiliza a educação pública". É uma situação lamentável: temos um ministro da Educação que defende cortes na educação ao invés de recursos para a área", disse Silva. Também estiveram presentes os diretores do Adufg, Daniel Christino, João Batista de Deus, Ana Christina Kratz e Geovana Reis.

"Estamos aqui hoje a partir de uma conclamação nacional em defesa da ciência brasileira", disse o professor Leandro Gonçalves Oliveira, do ICB. "O Bolsonaro  é uma pessoa que não tem preparo nenhum para ocupar o cargo, ele não tem nenhum respeito pelo País. É lamentável essa situação. Parabéns a todas as centrais sindicais, frentes de trabalho coletivo que estão mobilizadas em defesa deste movimento nacional".

"Temos a presença de estudantes de diversas escolas e universidades públicas com o objetivo de lutar e mostrar para esse governo a nossa insatisfação com o corte de verbas destinadas à educação pública", disse Letícia Scalabrine, coordenadora-geral do DCE da UFG, "nossas universidades são referência em pesquisa, extensão e ensino, nada justifica deixar de investir na educação e atacar os estudantes que estão lutando pelo futuro do Brasil e pelo desenvolvimento do nosso povo".

Outra estudante que fez coro foi Raísa Vieira, representando a ANPG e a APG: "aqui temos muitos pós-graduandos de diferentes áreas para dizer ao Bolsonaro que não vamos aceitar os cortes das bolsas de pesquisa. São cerca de 7 mil bolsas cortadas o que significa 7 mil desempregados que se somam aos 13 milhões sem emprego no País".

Além dos estudantes, o evento contou com a presença maciça de professores, entre eles Paulo de Marco, do departamento de Ecologia do ICB, que resolveu dar aula para os seus alunos na Praça Universitária: "nós precisamos nos mobilizar, dar as aulas, mostrar para a sociedade o que a gente faz. Não devemos parar de dar aula, devemos dar aula o tempo todo, em todo lugar. Temos que inundar essa cidade de educação e é isso que a gente vai fazer".

"Este é um passo importante que todos os segmentos educacionais estão dando para defender uma educação pública, gratuita e de qualidade. Isolado não vamos ter força o suficiente para enfrentarmos o momento político que estamos vivendo", disse a professora Kátia Maria, ex-candidata a governadora de Goiás. "Estão tentando descreditar a imagem dos professores, enfraquecer a formação de uma opinião crítica. Essa paralisação serve para conscientizar, unificar e ser uma forma de resistência a esses cortes que não são só a nível nacional, mas também no Estado de Goiás".

Em nome do Sintego, Bia de Lima declarou que "deixo aqui nossa força, nossa unidade nesse momento em que há um ataque frontal à educação pública brasileira, da educação infantil até a universidade. Nós estudantes e professores estamos juntos na defesa do que é mais importante".

Pelo CTB e pelo Sinpro, Railton Souza disse: "esse é um dia histórico de luta para denunciar a irresponsabilidade do governo Bolsonaro que só fez trapalhadas. O MEC, com patrulhamento ideológico de estudantes, professores, corte de verbas e bolsas de pós-graduação. Não há futuro de um País sério que não respeite professor e os alunos".

"O Sint-Ifes paralisou todas as atividades administrativas em todos os campi e em todo lugar o pessoal também foi pra rua protestar contra os cortes, em especial após a provocação do presidente Bolsonaro que chamou os estudantes de massa de manobra. Isso nos incentivou ainda mais a vir pra rua", disse Fernando Mota, do Sint-Ifes.

 

No interior

O movimento também agregou milhares de pessoas em todo o Estado. Ele reuniu cerca de 50 mil pessoas em 40 cidades de Goiás com grande participação da população de municípios como Jataí (abaixo), Catalão, Anápolis e Itumbiara em que as manifestações chegaram a concentrar 5 mil pessoas.

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