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Nota de Repúdio

Publicado em : 10/05/2019

Autor : Ascom

O governo Bolsonaro, em mais um de seus pronunciamentos via Facebook, tentou explicar na noite de ontem, 9, os cortes que vem sendo realizados na Educação. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, que assumiu a pasta no dia 8 de abril, usou chocolates para exemplificar o que segundo ele é um “contingenciamento” de gastos.

  

Durante o pronunciamento, o ministro usou 100 chocolates, que representariam os 100% da verba destinada para as universidades federais, a fim de demonstrar como os cortes aconteceriam na prática. Além de ser uma demonstração simplista e mentirosa sobre o processo de “contingenciamento” de verbas, os quase 40 minutos de pronunciamento não foram suficientes para que Weintraub apresentasse dados e fundamentos para os cortes direcionados à educação.

 

O único momento em que o ministro apresenta uma motivação para os cortes de verba é quando aborda a incerteza quanto a aprovação da reforma da Previdência, colocada pelo governo Bolsonaro como essencial para o crescimento da economia brasileira. Por meio dessa fala, Weintraub cria uma relação entre a demora para a aprovação da reforma e as medidas anunciadas pelo Ministério da Economia, apontado por ele como o responsável por determinar a contingência de gastos.   

 

Além de todas as problemáticas já apontadas, o Ministro da Educação ainda usou de imenso exagero para falar do orçamento para as Universidades Federais. O que poderia ser apontado como um simples erro, diante das tentativas de desmonte que essas instituições têm enfrentado não pode ser interpretado de forma leviana, afinal, uma fala de um representante do governo tem muita influência na população e na opinião pública.

 

O ministro afirma que “geralmente” universidades brasileiras têm orçamento próximo de R$ 1 bilhão de reais e quando indagado por Bolsonaro sobre essa quantia, Weintraub vai ainda mais longe. “Algumas têm quase quatro (bilhões), três (bilhões) e meio, algumas menos. Mas vamos supor, assim, uma das que a gente encontra com mais facilidade: um bilhão de reais por ano”.

 

Para efeito de comparação, segundo o reitor da UFG (Universidade Federal de Goiás), Edward Madureira, o orçamento previsto em 2019 para a universidade, que está entre as 20 melhores do País, era de R$ 90 milhões para custeio e R$ 8,2 milhões voltados para investimentos. Diante desses dados, como podemos levar a sério as falas e as determinações de um ministro que parece tão desconectado com a realidade da educação brasileira?

 

ADUFG – Sindicato.

Goiânia, 10 de maio de 2019.

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