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Sedentarismo e gordura localizada agravam o quadro da obesidade

Publicado em : 11/09/2018

Autor : Ascom Adufg-Sindicato

(Foto: Roos Koole/ANP MAG/ANP/Arquivo AFP)

O tema “obesidade” faz parte da terceira edição do “Mais Saúde”, que será realizado no dia 24/9. A programação conta com oficina funcional e roda de conversa

Para além do excesso de peso, a obesidade é uma doença vinculada à saúde pública e está relacionada ao condicionamento físico de cada indivíduo. Dessa forma, o diagnóstico eficaz consiste no discernimento das diversas circunstâncias por trás da indisposição para exercer algum tipo de atividade física, bem como as razões para o desenvolvimento de transtornos alimentares.

A avaliação de ordem técnica, como o cálculo de massa corporal, faz parte do processo de análise, mas não deve ser a única maneira de definir se o paciente corre riscos de saúde. Até porque o Índice de Massa Corporal não leva em consideração o local onde a gordura está armazenada e nem se há concentração em regiões de risco, como a região acima da virilha.

“Falar de obesidade é falar de um contexto multifatorial. O nosso organismo é dinâmico e o seu tratamento também deve acompanhar suas complexidades. O paciente tem que ter acompanhamento de um educador físico e de um/a nutricionista? Sim, mas também deve ter acompanhamento de um/a profissional da psicologia e de um/a médico/a”, comenta Karla Esperidião, nutricionista do Espaço Saúde. E continua: “É necessário entender a história de vida de cada pessoa. As causas podem estar ligadas a algum tipo de trauma psicológico. Buscar maneiras de superá-lo, por exemplo, faz parte do tratamento e pode ajudar no somatório final de fatores”.

A má distribuição de gordura no corpo e o sedentarismo, segundo a nutricionista, são as principais causas para agravar o quadro patológico. O excesso de gordura no abdômen, por exemplo, pode gerar síndromes metabólicas. “Para se tornar obesa, é preciso consumir mais do que se gasta. Energia a mais é estocada em forma de gordura e isso gera a obesidade”, diz.

Karla cita as principais causas da doença: “Os alimentos industrializados estão mais acessíveis do que os orgânicos. A industrialização potencializa a desregulação corporal. Para quem tem uma rotina puxada, fica difícil pensar em uma alimentação saudável e totalmente livre de processamento. Não é prático. Não é fácil de encontrar. Há uma inversão de valores que atinge e continuará atingindo as pessoas. Se livrar disso não é uma tarefa simples. O primeiro passo é solicitar exames laboratoriais para entender o que se passa no organismo. O segundo passo é integrar o tratamento às demais áreas da saúde que correspondem às circunstâncias da enfermidade. E o terceiro é moldar a alimentação de acordo com as preferências singulares para facilitar a transição”, sugere.

 

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