o sindicato

História da Adufg

Publicado em : 22/03/2012

O início

Quando a Adufg foi fundada em 21 de dezembro de 1978, o movimento docente estava se organizando para enfrentar grandes desafios. Era um dos períodos mais obscuros da história do país, mas os ideais de defesa da Universidade e da sociedade exigiam a inserção firme na luta pela consolidação da democracia brasileira. Na resistência à ditadura militar, à censura e às arbitrariedades cometidas no Brasil, durante aquele período, os docentes da UFG souberam dar voz à sociedade e se engajaram no esforço de retomada da consciência sobre o sistema que regia a universidade e o Brasil. Naquele momento, além das questões mais abrangentes, os docentes ainda enfrentavam uma dura realidade específica:  não existia carreira, as condições salariais eram péssimas e a ditadura militar não permitia eleição direta dos dirigentes. Já lidávamos com problemas de autonomia e financiamento.

Foto: Comemoração dos 10 anos da Adufg, auditório do ICB I, dezembro de 1988

 

Anos 80

DIRETAS JÁ – de Reitor a Presidente

O Brasil da década de 80 redescobria o movimento democrático que iria desembocar na campanha das “Diretas”. As contradições ainda persistiam: enquanto muitos desejavam ter na democracia o alicerce que alavancaria o Brasil dos anos de retrocesso e autoritarismo, outros viviam ainda à sombra do medo e da opressão e por isso preferiam deixar tudo da forma que estava. Nesse momento, a Adufg se engajou no esforço de esclarecer à população sobre as vantagens de se poder escolher seu próprio destino através de eleições diretas dos governantes brasileiros.

O movimento social estava firme na defesa de seus princípios e propósitos de recuperar os direitos sociais esquecidos durante o militarismo. O movimento docente, particularmente, lutava também pela recuperação de uma universidade que defendesse e cumprisse o papel de formadora de cidadãos. Somente na metade da década de 80, os brasileiros reconquistaram o direito ao voto direto. Na UFG, em 1985, finalmente o professor Joel Pimentel Ulhôa (foto) foi escolhido como Reitor pela comunidade universitária e nomeado pelo governo.


Debate em 1982

Anos 90

Ao longo dos anos, o movimento docente conquistou muitas vitórias, como o concurso público, as eleições diretas, Regime Jurídico Único. Também enfrentou o contingenciamento de verbas que quase inviabilizaram a sobrevivência da universidade, o projeto GERES e o Projeto Collor. Nos anos 90, o movimento popular “Fora Collor” também envolveu os docentes da UFG. A Adufg esteve presente direta e indiretamente, esclarecendo e informando sobre a política neoliberal e a economia recessiva que dominava o Brasil.
 

Era FHC

Em meados de 90, o movimento docente enfrentou grandes desafios: as reformas do governo FHC, as ameaças à autonomia, sete anos sem reajustes salariais, política de incentivo ao ensino superior privado; instituição do “provão”, privatizações.

Foto: Assembleia de 1995

Em 1998, depois de mais uma greve, os professores tiveram que aprender a correr atrás de pontuação e produtividade para garantir alguns trocados a mais na Gratificação de Estímulo à Docência (GED).

Foto: Professores da UFG em Greve nas ruas de Goiânia

 

Os anos 2000: Grandes debates e aproximação com a sociedade

Num momento de novos e ao mesmo tempo antigos embates, o movimento docente começou a refletir sobre caminhos e estratégias de resistência. Nas assembleias da Adufg, quando se discutia o processo de greve dos servidores públicos federais, aparecia uma ansiedade com relação aos caminhos a seguir. Mas foi com a greve que conseguimos grandes conquistas e não a descartamos como alternativa. O que fazer?

Foto: Greve em 2001. Docentes na Câmara Municipal de Goiânia.

 

Em 2000 a Adufg realizou Ciclos de Debates com o objetivo de refletir com clareza sobre os rumos da UFG, da universidade pública e do movimento docente sem a exaltação das palavras de ordem e ideias estabelecidas. Foram realizados os ciclos: Qual o Futuro da UFG? (2000), Universidade Pública e Conjuntura (durante a greve de 2001) e Universidade Pública e Autonomia (2002).

Campanha Salarial 2006/2007

A Adufg participou ativamente de reuniões com parlamentares no Congresso Nacional e de manifestações em Brasília durante todo o processo de negociação por reajuste salarial e carreira em 2006 e 2007.

Acordo Salarial 2007 e 2008

Depois de três meses de exaustivas negociações, professores das Universidades Federais e governo assinaram, finalmente, em dezembro de 2007, um termo de acordo salarial para vigorar a partir de março de 2008. Assinaram o PROIFES, CUT, MPOG e MEC. Na Adufg,  424 associados participaram do plebiscito (foto) nos dias 29 e 30/11/2007, sendo que 398 votaram a favor da proposta do Governo Lula.

 

Entidade combativa-Adufg Sindicato (2012/2014)

Hoje, a Adufg Sindicato é uma entidade politicamente combativa, que também é socialmente reconhecida e respeitada. Uma entidade que possui um corpo de colaboradores profissionalizado, competente e dedicado às causas e ao atendimento dos seus filiados. Que tem um rico menu de convênios firmados, sendo a Unimed e a Uniodonto os de maior destaque. Uma entidade que não se abstém da luta política e sindical, mas que consegue criar e manter espaços de cultura, convivência e lazer para os seus sindicalizados, familiares e amigos, a exemplo do Sextart, do Coral Vozes da Adufg, do Grupo Travessia, Aposentados da Adufg, da festa do dia do professor e do jantar do final de ano, que, a cada realização, contam com mais participantes.

Na atualidade, uma das maiores expressões da vida democrática da Adufg Sindicato é o Jornal do Professor, veículo de jornalismo criado em outubro de 2012, cuja linha editorial é pautada no debate aberto e franco de opiniões. O baluarte dessa compreensão está na concepção de que, sem a divergência, o conhecimento não avança, assim como o sindicalismo deixa de cumprir sua função instigadora e questionadora em detrimento de ações meramente institucionais.

Outra grande e valorosa força coletiva advém do Conselho de Representantes que, após dez anos sem funcionamento, foi reativado em 2013. Esse Conselho é formado por representantes das unidades acadêmicas e dos aposentados, e tem como objetivo formular políticas gerais e específicas, elaborar documentos, encaminhar sugestões e dar pareceres sobre assuntos que serão objeto de deliberação da Diretoria Executiva ou das Assembleias. Portanto, a vida orgânica do Conselho de Representantes está diretamente relacionada ao fortalecimento da democracia sindical e aos fluxos informacionais e políticos que permeiam a Adufg Sindicato.

Uma entidade que possui uma Sede Campestre em Hidrolândia que hoje oferece infraestrutura e conforto, uma Sede Administrativa em Goiânia que foi expandida para melhor acomodar o crescente número de filiados e uma Sede Administrativa em Jataí. Que tem um patrimônio consolidado, que, definitivamente, não pertence à nenhuma entidade ou sindicato nacional, e sim aos docentes da UFG que são filiados na Adufg e que contribuem mensalmente com a mesma, desde a sua criação em 1978.

Mas, como dito, na Adufg Sindicato existem atividades que estão relacionadas a outras esferas do viver, constituindo-se em movimentos de integração, socialização e formação. É o caso do Quintart, do Sabadart (realizado em Jataí), das Aulas de Dança e da própria Sede Campestre que, desde a sua inauguração no ano de 1995, é um local de descanso e lazer dos professores, seus familiares e convidados.

E é justamente por ser uma entidade que não se abstém da luta política e sindical, mas que consegue criar e manter espaços de cultura, convivência e lazer, que a Adufg Sindicato é socialmente reconhecida e respeitada, cuja história, patrimônio, menu de convênios, serviços aos filiados e demais atividades materializam  o que coletivamente foi construído ao longo desses 35 anos.

Adufg Sindicato conquista CARTA SINDICAL!

 

A Adufg Sindicato conquistou o seu Registro Sindical no dia 20 de agosto de 2015, encerrando longo período de trabalho junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), resultante dos esforços e do empenho da atual Diretoria Executiva e também das diretorias que antecederam a atual gestão. 

Com a publicação da decisão do Ministério do Trabalho, está deferido o REGISTRO SINDICAL da Adufg Sindicato para REPRESENTAR a categoria dos docentes das Universidades Federais de Goiás, excluindo a representação do ANDES no Estado de Goiás.  A  Diretoria do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás agradece a todos professores e professoras da UFG que lutaram por esta conquista. Segundo o Diretor Presidente da Adufg Sindicato, Prof. Flávio Alves da Silva, essa " conquista foi, com certeza, a maior do nosso sindicato ".

ACESSE AQUI A DECISÃO PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL.

 

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Adufg - Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás