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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 13/10/2022 - Notícias

Reitores, dirigentes de sindicatos e representantes do movimento estudantil discutem ações em busca de recomposição orçamentária para as instituições de ensino superior

Universidades e institutos federais amargam cortes de verbas; Funcionamento das instituições pode ser inviabilizado ainda em 2022

Reitores, dirigentes de sindicatos e representantes do movimento estudantil discutem ações em busca de recomposição orçamentária para as instituições de ensino superior

Diante dos cortes orçamentários realizados pelo Governo Federal ao longo de 2022, reitores de universidades e institutos federais localizados em Goiás, diretores de entidades sindicais e representantes do movimento estudantil estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira (13/10), para tratar de ações para alertar a sociedade de que a redução de verbas pode inviabilizar o funcionamento das instituições de ensino ainda neste ano. A reunião foi realizada na sede do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato).

Na ocasião, foram definidas diversas atividades de mobilização para as próximas semanas. Na terça-feira (18), por exemplo, haverá atos públicos em todo o País contra o confisco de verbas da educação. Na última semana, a comunidade acadêmica foi surpreendida com a publicação do decreto 11.216, que impôs limitações de recursos às unidades que compõem o Ministério da Educação (MEC). Por determinação do presidente Jair Bolsonaro (PL), o decreto determinou a redução na possibilidade de empenhar despesas das universidades federais no valor de R$ 328,5 milhões.

Após forte pressão da comunidade acadêmica, o ministro Victor Godoy publicou um vídeo afirmando que as universidades, institutos federais e a Capes teriam os recursos desbloqueados. No entanto, o desbloqueio – que ainda não voltou aos caixas das instituições de ensino -, não significa nenhuma melhora no quadro das contas das universidades. “A situação é extremamente grave. Não temos garantia e, mesmo se esse desbloqueio for confirmado, precisamos recompor o orçamento urgentemente”, afirmou a reitora da Universidade Federal de Goiás (UFG), professora Angelita Pereira de Lima.

A docente destacou, ainda, que os cortes orçamentários devem tornar o funcionamento da instituição totalmente inviável. “Não vamos conseguir custear despesas básicas, como segurança, manutenção predial, materiais para laboratórios, além de materiais de manutenção e almoxarifado”, alertou Angelita.

O presidente do Adufg-Sindicato, professor Geci Silva, também criticou os cortes realizados pelo governo e defendeu que as entidades que compõem a comunidade acadêmica fortaleçam a mobilização em defesa das universidades. “Nos últimos quatro anos, as universidades federais enfrentaram uma escalada de precarização de suas condições de funcionamento. Quem paga a conta dos ataques do governo são os professores, os técnicos e os estudantes”, declarou.

O coordenador de Administração e Finanças do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint-Ifesgo), João Pires, também demonstrou preocupação com o atual cenário. “A mobilização torna-se cada vez mais necessária. A situação é muito delicada”.

As entidades que representam os estudantes também defendem a mobilização em defesa da educação. “A realidade orçamentária das universidades é preocupante. Precisamos construir uma agenda de lutas para cobrar a recomposição no orçamento e por melhorias dentro das instituições de ensino superior”, defendeu o presidente da União Estadual dos Estudantes de Goiás (UEE-GO), Ranilson Júnior.

Pelo Adufg-Sindicato, também participaram da reunião o 2º vice-presidente, professor Luís Antônio Serrão Contim, o diretor administrativo, professor Flávio Silva, e a diretora de Assuntos Educacionais e de Carreira, professora Maria José Pereira de Oliveira Dias. Também participaram das discussões a reitora da Universidade Federal de Catalão (UFCAT), professora Roselma Lucchese, a vice-reitora da Universidade Federal de Jataí (UFJ), professora Giulena Rosa Leite, além de dirigentes do Instituto Federal Goiano, da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Diretório Central dos Estudantes (DCE), entre outras entidades do movimento sindical.