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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 23/07/2020 - Notícias

Covid-19: projeto liderado por professores da UFG deve revacinar profissionais da área da saúde com BCG

Covid-19: projeto liderado por professores da UFG deve revacinar profissionais da área da saúde com BCG

Um projeto coordenado por professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) está entre os 90 aprovados pela chamada em apoio a pesquisas sobre o novo coronavírus (Covid-19) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e Ministério da Saúde. A iniciativa liderada pelos docentes Ana Paula e André Kipnis, do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) e Marcelo Rabahi, da Faculdade de Medicina, prevê a revacinação como estratégia para melhorar a resposta imune de profissionais da saúde. O projeto foi lançado nesta quarta-feira (22/07).

Confira, abaixo, as principais informações sobre o projeto e saiba como participar.

O que é o projeto "BCG-COVID19"?
Os profissionais da área de saúde representam uma peça fundamental para o cuidado ao paciente contaminado com SARS-CoV-2 e, consequentemente, são essenciais na luta para combate a pandemia de COVID-19. Neste processo, os profissionais de saúde estão expostos, constantemente, ao novo coronavírus. Mesmo usando equipamentos de proteção individual, muitos destes profissionais foram contaminados e afastados do serviço e, alguns, evoluíram a óbito. Logo, são necessárias estratégias que possam prevenir o adoecimento dos profissionais da área de saúde por COVID19.

A vacina BCG, administrada em recém-nascidos de diversos países, induz a uma proteção adjuvante para diversas infecções virais comuns na infância. Estudos de correlação, realizados em algumas regiões do mundo, levantaram a hipótese de que a BCG pode melhorar a resposta imune inata e evitar a infecção sintomática ou o agravamento da infecção por COVID-19. Sendo assim, o objetivo do ensaio clínico randomizado "BCG-COVID19" é revacinar os profissionais da área de saúde e estimar a incidência de COVID-19 neste grupo, bem como verificar a efetividade da vacina BCG para evitar ou reduzir a infecção por COVID-19 ou o agravamento da doença entre profissionais da área de saúde.

Quem pode participar o projeto "BCG-Covid19?
Qualquer profissional da área da saúde que tenha contato direto com pacientes suspeitos de COVID-19 seja nos leitos hospitalares, CTI, ou no transporte e admissão destes pacientes, incluindo maqueiros, enfermeiras, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, etc. É importante que estes profissionais sejam negativos para teste de tuberculina e teste para COVID-19.

Onde os profissionais da área da saúde realizarão os testes de tuberculina e para COVID19?
Os testes de tuberculina e COVID-19 serão realizados por equipe capacitada e experiente vinculadas ao Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Qual próximo passo após a realização da prova de tuberculina e teste para COVID-19?
Os profissionais da área de saúde que tiverem resultados negativos para prova de tuberculina e teste para COVID19 serão incluídos no estudo e randomizado em dois grupos: grupos que será revacinado por BCG e grupo não revacinado.

Todos serão acompanhados por telemedicina por período de 180 dias e, neste período, serão coletadas informações sobre o estado de saúde destes participantes. Após este período, todos os participantes serão monitorados por até 02 anos após o início do projeto.

Como faço para me candidatar como profissional da área de saúde voluntário no projeto “BCG-COVID19”?
Para participar basta entrar em contato através do whatsapp (62- 983264955), e-mail (rgptb.ufg@gmail.com), instagram (@rgptb.ufg) ou preencher formulário com as equipes de apoio localizadas no Hospital das Clínicas (HC/UFG), Hospital Geral de Goiânia (HGG) e IPTSP (UFG).

Quais são as agências apoiadoras do Projeto “BCG COVID-19”?
Este projeto é apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Ministério da Saúde e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).