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Conferência debate a destruição de recursos hídricos

Publicado em : 19/03/2018

Autor : Ascom Adufg

Rio Araguaia (GO) - Rui Faquini/Banco de Imagens ANA

 

 

A UFG realiza nos dias 22 e 23 conferência organizada pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais (CIAMB). Sob o tema A destruição dos grandes rios brasileiros: um patrimônio natural subestimado, o evento acontece no anfiteatro do ICB I, e no mini auditório do IESA, respectivamente.

Para debater o uso dos recursos hídricos no Brasil e no mundo, a universidade recebe o palestrante Edgardo Manuel Latrubesse, doutor pela Universidade de Austin, no Texas. O Especialista que estuda os grandes rios do mundo já foi professor convidado do CIAMB em 2000. Ele retorna ao programa em 2018 como professor associado internacional.

A data escolhida para o debate é pontual, pois o dia 22 de março é considerado o Dia Mundial da Água.  Durante a semana – de 19 a 23 de março - também acontece em Brasília o Fórum Mundial da Água, onde serão apresentados painéis temáticos sobre os problemas hídricos a nível mundial. O coordenador do CIAMB e do GT Meio Ambiente do Adufg - Sindicato, professor Leandro Gonçalves Oliveira chama atenção para a importância de falar sobre a água. “Com o processo de degradação ambiental e desmatamento, tem se reduzido drasticamente a quantidade de água disponível para a população”, afirma. 

“O problema da água no estado de Goiás, para não dizer no cerrado, passa por modelos de expansão, uso e apropriação da terra de uma forma focada na produtividade principalmente no setor agrícola. Outro aspecto que tem degradado nossos mananciais é o crescimento também da pecuária”, pontua o professor Leandro. No Brasil somente 23,3% da água potável é destinada ao abastecimento urbano, outros 7,9% para o abastecimento animal, e 1,6% para abastecimento rural. A maior porcentagem é destinada a irrigação agrícola, que chega a 46,2 %. O restante se divide entre o uso nas termelétricas, indústria e mineração, segundo informações da Agência Nacional de Águas (ANA).

De acordo com o coordenador do CIAMB, faltam ações unificadas específicas sobre meio ambiente na UFG. “As ações que são feitas focadas nos recursos hídricos pela universidade, são ações com aspecto científico de pesquisa e não com caráter de intervenção propriamente dito, ou seja, ações sobre economia e melhor distribuição de água, além da quantidade e qualidade desse recurso”, diz.   O professor também ressalta que o principal ponto é pensar em como reverter esses problemas.

Como medida de regulamentação dos recursos hídricos, temos a Lei nº 9433/1997, que prevê dentre outras coisas a criação de comitês de bacias hidrográficas, sendo o Comitê da Bacia do Meia Ponte, o mais expressivo de Goiás. Apesar de fazer parte da legislação, nem sempre essas ações são efetivas, conforme explica o professor Leandro. “Na bacia do Meia Ponte, em direção às nascentes, temos uma perda considerável da vegetação nativa. Em 2002 nós só tínhamos 16% de cobertura vegetal nativa, em 2016 apenas 12%. Isso é um dos problemas enfrentados pela disponibilidade de água a população”, pondera Leandro.

Verde é Azul

O ciclo da água está fortemente ligado à vegetação, pois as plantas absorvem a água e alimentam os lençóis freáticos, mantendo o nível dos rios. Nessa perspectiva foi criado em 2001 o GT do Meio Ambiente, integrado pelo Adufg - Sindicato, professores e alunos do ICB.

Em 2017 o grupo desenvolveu uma ação em parceria a Unimed e o Rotary Clube Goiânia Anhanguera que plantou 2.600 mudas no vale do Meia Ponte. “Ações integradas de sociedades civis organizadas podem também ser um objeto de sucesso nessa ação de preservação dos serviços hídricos”, disse o professor Leandro Gonçalves, que também coordena o projeto.

 

Clique AQUI para mais informações sobre o evento. 

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