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Uso do bambu é difundido em Goiás

Publicado em : 13/09/2018

O Projeto Rede Bambu Goiás, da Universidade Federal de Goiás (UFG), criou uma rede de pesquisa e desenvolvimento da cultura da planta no Estado. Ao todo, onze professores da Escola de Agronomia (EA), do Instituto de Parasitologia Tropical (IPTSP) e do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) estão envolvidos nas atividades.

Cinco anos após a criação, as pesquisas e ações dialogam entre si em um verdadeiro núcleo de produção de conhecimento: desde a descoberta de novas espécies, passando pelo cultivo in vitro e o posterior plantio em viveiro, chegando à doação de mudas para a comunidade e pesquisas sobre aplicabilidade do bambu. A planta é utilizada, por exemplo, como substituta da madeira, ou para o tratamento de esgoto, a queima de carvão e até mesmo na culinária.

Em Goiânia existe uma fábrica de quadros de bicicleta com a madeira de bambu. Os cabos plásticos de escovas de dentes também encontraram um substituto, bem como as colheres de pau e outros utensílios de cozinha. Na construção civil, na produção de móveis e de acabamentos, cada dia ele está mais presente. “O bambu é a madeira do futuro”, afirma o professor Rogério Almeida, coordenador da Rede Bambu Goiás.

 No início das atividades do projeto, em 2013, foram adquiridas mais de dez mil mudas para doação. Hoje são mais de sessenta espécies de bambu na coleção da UFG. As doações e vendas resultaram em 11 coleções e 12 florestas, em diferentes cidades de Goiás: Itapuranga, Araçu, Goianira, Nazário, Rio Verde, Caturaí, Senador Canedo, Professor Jamil, Hidrolândia, Caldas Novas, Bela Vista, Alexânia, Teresópolis e Nerópolis. Além de quatro nas capitais Goiânia e Brasília.

Tratamento de esgoto

O professor Rogério Almeida estudava o tratamento de esgoto com plantas e conheceu trabalhos feitos a partir do bambu. Ele explica que a planta deveria ser mais valorizada, ao invés de ser tratada como uma praga. “O pessoal fala: ‘quero bambu não, isso é praga, como que eu vou arrancar isso depois?’. Não é para arrancar, não é praga. Essa é uma planta rústica”.

No tratamento de esgoto, o bambu tem uma capacidade muito mais eficiente do que tecnologias atuais. A proposta, testada por Rogério em um esgoto industrial de Senador Canedo e em esgoto doméstico em Goiânia, é usar os dejetos como alimento para a planta. As raízes filtram a sujeira até a água ficar limpa a ponto de poder ser reutilizada para o consumo humano.

“Resolve dois problemas: o ambiental, do descarte do esgoto não tratado; e o econômico, porque produz muito bambu, que é um produto de valor. Ele ainda diminui a temperatura, aumenta a umidade do ar, sequestra carbono. Tem uma série de vantagens. A ideia é essa: aplicar o esgoto nas raízes do bambu e ele vai absorver”, explica Rogério. Mas o professor afirma que ainda há um certo preconceito e desinteresse, principalmente por parte do poder público.

Outro ponto positivo é o plantio de espécies nativas em Áreas de Proteção Permanente (APPs), para a recuperação de ambientes degradados. “O fato de ser nativo é importante, porque nas áreas de preservação permanente não se pode plantar culturas exóticas. Sendo nativo, abre uma perspectiva de plantio nas margens dos nossos rios”, explica o professor Rogério.

Esse é o caso do Guadua magna, um tipo de bambu nativo das margens do Rio Crixás. A planta foi localizada pelo ex-aluno da universidade, Roberto Magno. E batizada em homenagem a ele.: “magna”. O estudante transformou a descoberta em dissertação de seu mestrado, defendida na UFG.

Subprojetos

A Rede Bambu Goiás tem, ao todo, seis subprojetos que dialogam entre si. A pesquisa coordenada pela professora Dalva Graciano Ribeiro (ICB) analisa morfológica e anatomicamente os bambus existentes em Goiás. Além disso, promove expedições para buscar novas espécies. Já foram descobertas várias, inclusive na Sede Campestre do Adufg-Sindicato, no Distrito Federal e no Mato Grosso.

O professor Sérgio Sibov (ICB) tem foco na propagação in vitro dos bambus Dendrocalamus asper, Bambusa oldhamii e o Guadua magna - descoberto pelo ex-estudante. Já a utilização da madeira para uso energético em substituição à madeira comum, com a queima de carvão vegetal, briquete e pellet, é objeto de estudo do professor Carlos Roberto Sette Jr (EA).

Rogério, por sua vez, coordena dois subprojetos, um deles é o viveiro. As mudas cultivadas posteriormente são doadas. Uma das atividades desenvolvidas foi uma parceria com a Escola Família Agrícola de Goiás. Foi feita a capacitação dos alunos, que são filhos de agricultores familiares da região da Cidade de Goiás. Eles aprenderam sobre cultivo, manejo, extração de bambu e puderam colocar em prática com as mudas doadas.

O broto de bambu já faz parte da alimentação humana. Esse é o foco do subprojeto coordenado professora Rosângela Vera (EA). São ofertados cursos para a comunidade.

Um exemplo de sucesso dos cursos são os proprietários da Fazenda Indaiá, em Caldas Novas, que há quatro anos fazem o cultivo da planta e agora produzem comercialmente o broto de bambu em conserva. “Hoje já virou uma marca, somos produtores orgânicos. São mais de 100 potes feitos por dia. Tem gente de olho na receita mas eu não dou, não vendo, não anoto nada. Faço tudo de cabeça”, explica Rose Monteiro, que aperfeiçoou sua técnica em um dos cursos realizados pela EA.

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