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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 16/05/2022 - Notícias

Mesmo sendo 0,1% das escolas públicas, unidades cívico-militares têm orçamento triplicado

Valor passou de R$18 milhões para R$64 milhões, o dobro do previsto para o Novo Ensino Médio, e é um dez maiores orçamentos discricionários da educação básica

Mesmo sendo 0,1% das escolas públicas, unidades cívico-militares têm orçamento triplicado

O Ministério da Educação (MEC) acelerou a implementação das escolas cívico-militares incrementando o orçamento do programa. Em 2022, mais do que triplicou o valor destinado ao projeto em relação a 2020: passou de R$ 18 milhões para R$ 64 milhões. Com isso, a vitrine do governo Bolsonaro na Educação está entre os dez maiores orçamentos discricionários (aquele na qual o ministro pode escolher para onde vai o dinheiro) da educação básica. As escolas cívico-militares ganharam o protagonismo nos últimos anos, mesmo representando apenas 0,1% das escolas públicas brasileiras.

Neste ano, por exemplo, o valor destinado a essas unidades é quase o dobro do que está previsto para a União gastar com o apoio ao desenvolvimento do Novo Ensino Médio (R$ 33 milhões) — que representa no momento um grande desafio para o ensino público. E dez vezes maior maior do que a verba disponível para o Caminho da Escola (R$ 6 milhões), voltado para a compra de veículos de transporte escolar para estados e municípios.

— Esse dinheiro seria muito mais bem gasto se fosse utilizado para a expansão do ensino médio integral no modelo de Pernambuco, por exemplo — defende a presidente do Todos Pela Educação, Priscila Cruz. — Essas escolas são bem geridas e têm clima propício para aprendizagem, custando entre a metade e um terço das cívico-militares. É um modelo mais econômico que funciona melhor, o que nos faz concluir de que a escolha do MEC é apenas ideológica. Não tem nada a ver com melhoria de aprendizagem.