Notícias

Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 14/10/19 - Notícias

Diversão e resistência política na Festa do (a) Professor (a)

Evento promovido pelo Adufg-Sindicato no dia 12 de outubro para comemorar a data foi regado a samba, churrasco, sorteios e brincadeiras para as crianças

Diversão e resistência política na Festa do (a) Professor (a)

O Adufg-Sindicato promoveu neste sábado, 12 de outubro, a tradicional Festa do(a) Professor(a). O evento, que aconteceu na Sede Campestre da instituição, localizada no município de Hidrolândia, foi marcado pela diversão, com o som agitado da Banda Los Julios, sorteios de brindes, buffet de churrasco à vontade e muitas brincadeiras para os ‘pequenos’, além dos discursos de resistência política. A comemoração contou com a presença de pelo menos 600 convidados, entre eles docentes, seus amigos, familiares e autoridades.

O deputado federal pelo Estado do Tocantins, Célio Moura, participou do evento e criticou a postura do atual governo com relação à Educação no Brasil. De acordo com ele, que é membro da Frente Parlamentar em Defesa da Universidade Pública na Câmara, os professores pouco têm o que comemorar em função dos contingenciamentos de verba, ameaças de privatização e a perseguição aos docentes. “Precisamos romper essas barreiras, temos uma bancada muito grande em defesa da Educação e, apesar de tudo isso, a força da universidade pública é muito maior”, disse.

O vereador por Goiânia, Anselmo Pereira, também esteve na comemoração. O político vem desenvolvendo uma série de ações em defesa das universidades públicas e pela valorização dos professores, como por exemplo a entrega de moções de aplauso para gestores e docentes que lutam pela qualidade da Educação Superior e pública em Goiás. Pereira, que também é membro da recentemente formada Frente Parlamentar em Defesa da Universidade Federal de Goiás (UFG) e do Instituto Federal Goiano (IF) e Instituto Federal de Goiás (IFG) comentou a importância dessas instituições na formação qualificada da sociedade e na pesquisa. “Nos sensibilizamos com as últimas medidas retrógradas do governo federal que ferem a autonomia da universidade pública. Vamos sempre louvar os nossos professores da UFG, mas acredito que este ano não temos muito o que comemorar, porque a atuação desses profissionais está sendo cada dia mais inibida pelo nosso presidente”, declarou.

O também vereador por Goiânia, Denício Trindade, pontuou que, apesar de ser uma competência do governo federal, todos devem lutar pelas universidades públicas. O político, que também integra a Frente Parlamentar em Defesa das universidades federais em Goiás, afirmou que a Educação está sendo vista como despesa, não como um investimento. “A solução e a base do nosso País é a Educação. Se todos nós ficarmos de braços cruzados estaremos concordando com essas decisões erradas que o governo vêm tomando”, sinalizou. 

Otimismo
Para o presidente do Adufg-Sindicato, Flávio Alves da Silva, o momento ainda é de comemoração, sobretudo pela importância do papel que os professores exercem na sociedade. Segundo ele, em função da pouca valorização deste profissional no Brasil, a data também deve ser tida como um dia para a luta e resistência. “Nós temos a missão de educar o povo. Precisamos trabalhar juntos para trazer mais recursos para a nossa universidade e assim continuarmos o trabalho que sempre realizamos com excelência.”

Para o Reitor da UFG, Edward Madureira, há muito o que se comemorar no Dia do Professor, principalmente pelos resultados que a universidade está entregando para a comunidade, como as novas tecnologias que são resultados de anos de pesquisa, a exemplo a recente descoberta realizada pelo Instituto de Química de um composto que pode aumentar de 20% para 75,4% a eficiência da tela dos eletrônicos. “Essa é a nossa resposta para essa desvalorização das universidades públicas, e devemos tudo isso aos nossos professores”, agradeceu.

Professor do Instituto de Estudos Socioambientais e ex-presidente do Adufg-Sindicato, Romualdo Pessoa falou da resiliência e resistência que ser professor no Brasil exige. “É comemorar a nossa habilidade de sempre seguir em frente, compreender a importância que a nossa profissão tem na formação da sociedade. Por outro lado, por causa desses ataques que estamos sofrendo de um governo que enxerga a educação como elemento nocivo a sua soberania, precisamos alinhar as nossas comemorações e a nossa capacidade de lutar”, completou.

Crianças
O dia também foi dedicado a elas. A Festa do(a) Professor(a) contou com inúmeras atividades recreativas para conquistar os pequeninos. Algodão doce, pipoca, piscina, pintura facial, brincadeiras como torta na cara e escorrega no sabão fizeram a diversão dos mini convidados.