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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 08/01/2026 - Notícias

Novo reajuste salarial dos servidores federais começa a valer em abril

Novo reajuste salarial dos servidores federais começa a valer em abril

A partir de 1º de abril de 2026, passa a valer o novo reajuste linear de 3,5% nos salários dos servidores públicos federais. O percentual faz parte do acordo firmado em 2024 entre o governo federal e as entidades representativas, entre elas o Proifes-Federação, à qual o Adufg-Sindicato é filiado. O mesmo acordo garantiu o reajuste de 9% aplicado em janeiro de 2025.

Além do aumento salarial, o acordo também estabeleceu mudanças na estrutura da carreira docente, com a reconfiguração da progressão entre níveis. Os primeiros níveis foram substituídos por uma classe de entrada, e houve ampliação do número de degraus (steps) entre as classes. Como resultado, os steps do adjunto 2 ao 4 e do associado 2 ao 4, no Magistério Superior, assim como do DIII 2 ao 4 e do DIV 2 ao 4, no Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), passaram de 4% para 4,5% em 2025 e chegarão a 5% em 2026.

O presidente do Proifes-Federação, Wellington Duarte, ressalta que o acordo é fruto de um processo de negociação iniciado ainda em 2023, com propostas apresentadas pela Federação. Segundo ele, as tratativas ocorreram em um cenário de forte pressão. “O fato de termos firmado um acordo salarial nessas condições reafirma o protagonismo do Proifes-Federação nesse processo”, afirma.

Embora reconheça que nem todas as reivindicações da categoria foram atendidas, Duarte avalia que o resultado é positivo. “Chegamos a 2026 com a última parcela do acordo salarial, firmado inicialmente pela Federação, além de avanços como a criação da classe de entrada e outras pautas que seguem em discussão nas mesas setoriais”, destaca.

Para a presidenta do Adufg-Sindicato, professora Geovana Reis, o reajuste representa um avanço parcial, mas ainda distante do necessário para recompor as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos. “É um reajuste que traz algum ganho, mas que está longe de recuperar o poder de compra da categoria. Por isso, o Adufg-Sindicato e o Proifes-Federação seguem mobilizados e atentos às mesas de negociação, na defesa de melhores salários, da valorização da carreira e de condições dignas de trabalho”, ressalta.

Em 2019, durante o governo Bolsonaro, um docente titular com doutorado em regime de Dedicação Exclusiva (DE) recebia R$ 20.530,01 e agora passará a receber R$ 26.326,76. Já um professor no início da carreira, também em DE e com doutorado, recebia R$ 9.616,18 em 2019 e agora receberá R$ 13.753,94. Além do reajuste, que pode chegar a 17,6% para docentes titulares e a 31,2% para ingressantes com o atual acordo, o governo também anunciou, em dezembro, correções nos benefícios dos servidores. O auxílio-alimentação passa a ser de R$ 1.175, com reajuste de 7,5%; o teto do auxílio pré-escolar subiu para R$ 484,90, com acréscimo de 51,05%; e a assistência à saúde suplementar também foi reajustada.