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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 09/03/2026 - Notícias

Adufg-Sindicato participa de ato do Dia Internacional da Mulher em Goiânia

Adufg-Sindicato participa de ato do Dia Internacional da Mulher em Goiânia

Em um ano marcado pelo aumento dos casos de feminicídio no Brasil, a Diretoria do Adufg-Sindicato somou-se à mobilização das mulheres contra todas as formas de violência e desigualdade. A entidade esteve presente, na manhã deste domingo (08/03), Dia Internacional da Mulher, no Ato Unificado 8M Goiânia 2026, realizado na Praça do Trabalhador.

O evento reuniu centenas de mulheres de movimentos sociais, grupos estudantis, coletivos feministas, organizações do terceiro setor e parlamentares em defesa dos direitos das mulheres. A conquista de espaços de poder e a cobrança por políticas públicas efetivas de segurança estiveram entre as principais pautas da manifestação.

“Estamos aqui em um ato político de coragem, resistência, força e luta contra qualquer forma de opressão contra as mulheres. Desejamos que o 8 de março seja uma data de luta, de resistência e de força política, para que as mulheres possam enfrentar qualquer tipo de opressão e desigualdade nos espaços públicos. Estamos aqui para lutar junto com todas as mulheres e com as entidades representativas em prol da união. Viva o 8 de março e viva a luta e a resistência”, declarou a diretora de Assuntos Educacionais e de Carreira do Adufg-Sindicato, Maria José Pereira.

Para a historiadora Lúcia Rincón, doutora em Educação e uma das fundadoras da União Brasileira de Mulheres (UBM), a luta feminista em Goiás é marcada por décadas de mobilização e resistência. Com mais de 40 anos de atuação no movimento, ela se inspirou na trajetória da jornalista Consuelo Nasser para criar o Centro Popular da Mulher, que atua na defesa das mulheres goianas desde 1985. “Nós, mulheres, queremos construir ao lado dos homens uma nova sociedade, uma sociedade igualitária, cheia de carinho, construída para trazer felicidade às pessoas”, afirmou.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública contabilizaram 1.568 vítimas de feminicídio apenas em 2025, uma alta de 4,7% em relação ao ano anterior. Na maioria das ocorrências, o agressor é parceiro da vítima (59,4%), enquanto 21,3% são ex-companheiros. Nas últimas semanas, dois casos de grande repercussão estiveram em debate no país: a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro contra uma menina de 12 anos e a violência sexual cometida por cinco criminosos contra uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro.

“Não aceitaremos que continuem matando as mulheres de Goiás. Gostam de dizer que Goiás é um estado seguro. Para nós, mulheres, não é. Continuamos, infelizmente, sendo estupradas, assassinadas e violentadas todos os dias. Precisamos dizer que não iremos aceitar e não vamos achar normal o que tem ocorrido. É preciso punir seriamente os agressores e aqueles que praticam violência política de gênero”, discursou a deputada estadual Bia de Lima (PT-GO).