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Autor: Ascom Adufg-Sindicato
Publicado em 05/05/2026 - Notícias
Trabalho docente com povos indígenas é tema de debate do Adufg-Sindicato na Cidade de Goiás
O trabalho docente com povos indígenas e os desafios da permanência desses estudantes no ensino superior estiveram no centro de um debate promovido pelo Adufg-Sindicato, na última quarta-feira (29/04), no Câmpus Cidade de Goiás da Universidade Federal de Goiás (UFG). A atividade integrou a programação do mês dos povos indígenas e reuniu docentes, pesquisadores e estudantes para discutir a educação intercultural e os caminhos para uma universidade mais inclusiva.
O evento contou com a participação dos professores Hélio Simplício, da Unidade Acadêmica Especial de Ciências Humanas (UAECH-UFG), e Jurandir Souza Xerente, do Núcleo Takinahakỹ de Educação Intercultural, vinculado à Faculdade de Letras (FL-UFG). A mediação foi conduzida pela presidenta do Adufg-Sindicato, professora Geovana Reis.
A programação também incluiu o lançamento do Censo Indígena, projeto de extensão da UFG desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Promoção da Equidade e Igualdade Étnico-Racial da Cidade de Goiás. A iniciativa busca identificar as pessoas indígenas que vivem no município, mapeando culturas, trajetórias e demandas sociais, com o objetivo de subsidiar a formulação de políticas públicas mais adequadas à realidade local.
Representando a diretoria do Adufg-Sindicato, também participou a diretora de Assuntos Interinstitucionais, professora Alessandra Gomes de Castro. O evento contou ainda com a presença da secretária de Igualdade e Equidade Étnico-Racial da Prefeitura de Goiás, Elenizia da Mata; do representante da Secretaria de Inclusão da UFG, Pedro Cruz; do diretor do Câmpus Goiás, Alisson Araújo; entre outras autoridades.
Educação intercultural e permanência indígena em pauta
Durante o debate, a presidenta do Adufg-Sindicato destacou o compromisso da entidade com as pautas relacionadas aos povos indígenas e a importância de ampliar o diálogo dentro da universidade. “Essa é uma questão muito delicada e muito querida para nós. Viemos aqui para dialogar sobre as realidades que os povos indígenas enfrentam no Brasil, destacando a importância dessas comunidades para o país, para o estado e para a universidade”, afirmou.
A diretora Alessandra Gomes de Castro ressaltou a relevância da escuta e do diálogo diante do crescimento da presença indígena no ensino superior. Segundo ela, a universidade tem avançado, mas ainda enfrenta desafios importantes. “No Câmpus Goiás, por exemplo, a Licenciatura em Educação do Campo reúne cinco etnias. Cada uma traz suas culturas, saberes e conhecimentos, e é fundamental que possamos ouvi-los para construir soluções conjuntas”, pontuou.
O professor Jurandir Souza Xerente chamou atenção para a diversidade dos povos indígenas no Brasil e para a necessidade de políticas que garantam não apenas o acesso, mas também a permanência desses estudantes nas universidades. “Temos 391 etnias, 295 línguas faladas e mais de 1,5 milhão de pessoas indígenas no país. Com essa magnitude, precisamos pensar não só no ingresso, mas na permanência desses estudantes no ensino superior”, destacou. Para ele, o debate sobre a docência com povos originários envolve tanto a construção curricular quanto a formação de professores indígenas. “Os resultados desse debate podem contribuir para que a sociedade reconheça essa diversidade e respeite as diferentes realidades existentes no país”, concluiu.
Confira um pouco de como foi o evento no vídeo abaixo: