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Autor: Ascom Adufg-Sindicato
Publicado em 14/05/2026 - Notícias
VII Encontro Nacional do GT de Aposentados do PROIFES-Federação debate direitos, política e desinformação em Goiânia
Com debates sobre os direitos dos aposentados, propostas em tramitação no Congresso Nacional, representação política dos servidores públicos e os impactos das novas tecnologias e da desinformação, teve início nesta quarta-feira (14/05), em Goiânia, o VII Encontro Nacional do Grupo de Trabalho (GT) de Aposentados do PROIFES-Federação. O evento reúne docentes aposentados de instituições federais de ensino de diversas regiões do país e segue até sexta-feira (15), na sede do Adufg-Sindicato.
As falas de abertura reforçaram a importância da participação ativa dos aposentados na atividade sindical e no acompanhamento das discussões políticas que impactam diretamente os direitos da categoria. Também destacaram a necessidade de fortalecimento das entidades representativas diante das constantes mudanças legislativas e administrativas relacionadas ao serviço público.
“O PROIFES-Federação vive monitorando essas articulações que vêm para prejudicar os aposentados. A gente enfrenta uma batalha na preservação dos direitos dos que se aposentaram e estamos lutando por isso e para evitar o que vem pela frente”, afirmou o presidente da entidade, professor Wellington Duarte.
A presidenta do Adufg-Sindicato, professora Geovana Reis, destacou que o encontro também representa um reconhecimento à trajetória dos professores que dedicaram décadas à docência, à pesquisa, à extensão universitária e à construção do movimento sindical.
“Esse encontro é a afirmação de que a aposentadoria não representa o afastamento de uma vida coletiva e nem muito menos da participação política. Portanto, é com muita felicidade que a gente vê esse auditório cheio de pessoas que trouxeram as suas universidades até o momento atual”, declarou.
A programação do primeiro dia foi aberta com a mesa “Análise das principais propostas em tramitação no Congresso Nacional que afetam os aposentados e aposentadas”. Em um resgate histórico, Andreia Munemassa, assessora jurídica do PROIFES-Federação, apresentou dados comparativos sobre mudanças nos cálculos previdenciários, direitos alterados ao longo dos anos e os impactos das reformas previdenciárias e administrativas sobre os servidores públicos.
A exposição trouxe reflexões sobre o cenário atual enfrentado pelos aposentados e a necessidade de acompanhamento permanente das discussões legislativas que envolvem a categoria.
“Foram vários prejuízos que ocorreram ao longo do tempo, mas tivemos situações muito específicas e extremamente prejudiciais para o servidor público e para os aposentados. E tudo isso tem ligação direta com a política, o que significa dizer que, a qualquer momento, o governo pode mudar a forma de composição da categoria”, explicou.
A relação entre política e direitos dos aposentados também foi abordada pelo professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e ex-presidente do Adufg-Sindicato, professor Geci Silva. Ele reforçou a importância da informação e da atenção da categoria na escolha de representantes comprometidos com o serviço público e com a defesa dos aposentados.
“Devemos exercer nosso direito de voto verificando se, na trajetória do postulante, existe compromisso com o serviço público e respeito aos aposentados e servidores. Fiquem de olho, pois tentam ao máximo nos induzir a eleger pessoas que, na primeira oportunidade, retiram direitos e nos deixam em vulnerabilidade”, alertou.
Representando o Movimento Nacional dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas (Mosap), Edison Guilherme Haubert apresentou atualizações sobre as articulações e conquistas das entidades no Congresso Nacional e no Senado Federal, destacando a mobilização em torno da PEC 555 e o trabalho conjunto das entidades sindicais em defesa dos aposentados.
“Hoje nós temos 334 requerimentos de parlamentares pedindo o apensamento da PEC. Fomos desafiados a provar que temos força, e provamos. Isso já é um feito muito importante”, comemorou Edison.
A programação da manhã também contou com a mesa “Vivendo e aprendendo: Educação continuada; novas tecnologias, combate à desinformação”, coordenada pela professora Geovana Reis, com participação do professor da UFG Iwens Gervásio e da jornalista Cileide Alves, do Jornal O Popular.
Durante o debate, foram apresentados estudos e análises produzidos pelo Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da UFG sobre os impactos das novas tecnologias, os desafios relacionados à regulamentação da inteligência artificial nas universidades brasileiras e o avanço da desinformação impulsionada pelas plataformas digitais.
Ao abordar o funcionamento das chamadas Big Techs, o professor Iwens Gervásio alertou sobre o uso de dados pessoais como principal ativo econômico das plataformas digitais e os riscos associados à manipulação de informações e à disseminação de fake news.
“Hoje, falando de tecnologia, celular, computador e inteligência artificial, a base de tudo são os dados. E quem tem os dados, tem o poder”, afirmou.
A jornalista Cileide Alves também destacou o crescimento do uso de inteligência artificial na produção e disseminação de conteúdos falsos, especialmente em períodos eleitorais, e ressaltou a necessidade de regulamentação das plataformas digitais e fortalecimento da educação midiática.
Além dos debates políticos e tecnológicos, o encontro também prevê discussões sobre educação financeira, o papel dos aposentados na atuação sindical, atividades culturais e momentos de integração entre os participantes.