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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 20/05/2026 - Notícias

Conscientização ambiental e música barroca marcam Quarta Cultural do Adufg-Sindicato

Conscientização ambiental e música barroca marcam Quarta Cultural do Adufg-Sindicato

Conscientização ambiental, fotografia e música barroca marcaram mais uma edição da Quarta Cultural do Adufg-Sindicato, realizada no Foyer e no Auditório da sede Goiânia, no Setor Leste Vila Nova. A programação contou com a vernissage da exposição fotográfica “Sob o Céu: Asas, Flores e Formas”, o lançamento do livro homônimo - vinculados ao projeto de extensão “O Cerrado e suas faces” — e a apresentação do pianista Daniel de Sá, que executou a Partita nº 1 em Si bemol maior, de Johann Sebastian Bach.

Representando a diretoria do Adufg-Sindicato, a presidenta da entidade, professora Geovana Reis, destacou a integração entre pesquisa, extensão, cultura e arte promovida pela atividade. “É um grande prazer podermos receber aqui uma mistura entre pesquisa, projeto de extensão, cultura e arte, junção que transforma a exposição em algo particularmente singular. Ficamos muito felizes com a oportunidade de valorizar o trabalho feito no ambiente universitário com esse evento”, afirmou.

Preservação ambiental

A curadora da exposição e coautora do livro “Sob o Céu: Asas, Flores e Formas”, professora Tatiana de Souza Fiuza, do Instituto de Ciências Biológicas da UFG (ICB/UFG), explicou que o trabalho surgiu a partir da tese de doutorado de Luiza Chaul, servidora da Faculdade de Farmácia da UFG (FF/UFG). Com o desenvolvimento do projeto, novos colaboradores passaram a integrar a iniciativa, contribuindo em áreas como identificação de espécies, diagramação e editoração do livro.

A exposição e o livro buscam chamar a atenção para a importância da preservação de abelhas, insetos e aves, fundamentais para a polinização das flores nativas do Cerrado. A mostra reúne trabalhos desenvolvidos por Tatiana de Souza Fiuza, Pedro Vale de A. Brito, Igor Madureira de Assis, José Realino de Paula, Camila Aline Romano, Jayrson Araújo de Oliveira, Luiz Carlos da Cunha, Jorge Elias Neto, Virgínia F. Alves, Edemilson C. Conceição, Gisana C. A. Bueno, Harany D. P. Santos, João P. S. Oliveira, Luiza T. Chaul, Rayka M. S. Barreto e Stone de Sá.

Segundo Tatiana, a experiência de fotografar abelhas transformou sua percepção sobre a natureza e os seres que a habitam. “Antes, eu não sabia nem diferenciar os tipos distintos de abelhas que existem. Foi algo encantador”, relatou.

Sobre o lançamento do livro, a professora explicou que a proposta nasceu da necessidade de conscientizar a população sobre a importância das abelhas para a polinização. “Por isso que, na maior parte das fotografias contidas no livro, as abelhas estão interagindo diretamente com as flores”, disse.

Tatiana também ressaltou a importância dos polinizadores para a produção de alimentos e para o equilíbrio ambiental. “As abelhas, tanto nativas quanto africanizadas, são responsáveis por cerca de 75% da polinização relacionada à produção de alimentos. Sem esses polinizadores, há risco de queda na produção e desequilíbrio ambiental. Ou seja, sem elas, nós não temos produção agrícola ou a abundância da flora do Cerrado”, afirmou.

Além das fotografias, o livro reúne mais de 80 poemas escritos pelo professor Luiz Carlos Cunha, da FF/UFG. Segundo ele, a experiência de produzir versos a partir das imagens foi desafiadora e inspiradora. “Foi diferente, porque eu não vivi o momento da foto. Então, tive que buscar inspirações para trazer algum sentimento que acrescentasse àquilo que as fotos construíram. Em um dia, era capaz de fazer até dez poemas”, contou.

Bach e a conexão com a natureza

Responsável pela apresentação musical da noite, o pianista Daniel de Sá afirmou que interpretar Bach é sempre uma experiência inspiradora. “Escutar Bach sempre foi um deleite para mim, e levar esse mesmo sentimento para as pessoas é uma inspiração”, destacou.

Segundo ele, a Partita nº 1, de Johann Sebastian Bach, se diferencia de outras obras do compositor por apresentar uma leveza singular. “Mesmo assim, ela é elegante, tem um brilho incomparável”, observou.

Na avaliação do músico, a escolha da composição dialogou diretamente com a proposta da exposição fotográfica. “A natureza contida nas fotos diz muito sobre a vida, seus detalhes e minúcias. E é justamente nesse ponto que ela se relaciona com a música de Bach. A Partita nº 1 é cheia de vida, tem muita energia, e creio que isso se comunica muito bem com a conscientização que a exposição quer trazer”, afirmou.

Confira um pouco de como foi o evento no vídeo abaixo: