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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 11/06/2026 - Notícias

Homenagem às aves do Cerrado marca edição de junho da Terça Cultural do Adufg-Sindicato

Homenagem às aves do Cerrado marca edição de junho da Terça Cultural do Adufg-Sindicato

A beleza das aves do Cerrado e a reflexão sobre a preservação ambiental marcaram a edição de junho da Terça Cultural do Adufg-Sindicato, realizada nesta terça-feira (10/06), na sede da entidade, em Goiânia. A programação contou com a vernissage da exposição fotográfica e artística "Aves por Onde Andei", com curadoria da professora Tatiana de Sousa Fiuza (ICB-UFG), e apresentação musical de Ana Cláudia Souza Nunes e Vitor Rocha.

Representando a diretoria do Adufg-Sindicato, a presidenta, professora Geovana Reis, e a diretora de Comunicação, Promoções Sociais, Culturais e Científicas, professora Glaucia Carielo, prestigiaram o evento. “É um orgulho para nós abrigar, no espaço do sindicato, uma exposição dessa relevância, que evidencia a importância da preservação do meio ambiente e, em particular, do Cerrado”, afirmou Geovana.

A presidenta também destacou o compromisso da atual gestão com a pauta ambiental. “Somos o único sindicato no Brasil que possui uma Reserva Particular do Patrimônio Natural”, disse, referindo-se à Sede Campestre, que passa por um processo de integração de ações de educação ambiental. “Além de oferecer oportunidades de lazer, os nossos filiados e dependentes poderão exercitar o respeito à natureza e o aprendizado com a fauna e a flora”, acrescentou.

Arte e conscientização ambiental
A exposição "Aves por Onde Andei" integra o projeto de extensão "O Cerrado e suas faces: conscientização da comunidade sobre a importância da preservação ambiental por meio da arte". Assim como a mostra anterior, "Sob o Céu: Asas, Flores e Formas", que abordou o papel das abelhas na polinização, a nova exposição utiliza a arte para estimular reflexões sobre a conservação da biodiversidade.

“Creio que as duas exposições se complementam, de certa forma. São dois seres que voam e que auxiliam no processo de continuação do ciclo da natureza, em especial na reprodução dos espécimes”, explicou a professora Tatiana Fiuza, curadora das obras.

A docente destacou ainda a coincidência da exposição ocorrer no mês em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente. “Nem sempre conseguimos alinhar as exposições ao tema geral do mês, mas espero que as pessoas notem a beleza nessas fotos e pinturas e pensem: ‘Nós precisamos preservar isso’. Se destruirmos, perderemos todo esse encantamento e essa diversidade que temos”, afirmou.

A artista plástica Ilda Santa Fé, responsável pelas adaptações das fotografias em pinturas, explicou os motivos que a levaram a escolher a madeira de demolição como suporte para as obras. “Primeiro, existe um caráter prático, por ser um material de fácil acesso e pela própria madeira já servir como moldura. Além disso, existe algo afetivo por trás, como se eu estivesse contando a história das árvores nas quais estou pintando. Os detalhes e defeitos de cada madeira se incorporam à pintura de maneira belíssima”, pontuou.

Além de Tatiana e Ilda, colaboraram para a realização da exposição os professores Jayrson Araújo de Oliveira, Nori Paulo Griebele, Luiz Carlos da Cunha, José Realino de Paula, Virgínia Farias Alves, Luiza Toubas Chaul e Pierre Alexandre dos Santos, além de Harany Duarte Pereira Santos, João Pedro de Sousa Oliveira, Rayka Muriele de Sousa Barreto e Stone de Sá. A coordenação do projeto é do professor Pierre Alexandre dos Santos.

Repertório uniu MPB e composições autorais
Responsáveis pela apresentação musical da noite, Ana Cláudia Souza Nunes e Vitor Rocha mantêm uma parceria artística de longa data. Ana costuma interpretar as composições autorais de Vitor e celebrou a oportunidade de apresentá-las durante a programação cultural do sindicato. “Quase sempre inauguro as músicas dele, e quando surgiu a oportunidade de tocá-las aqui, fiquei bem animada”, contou.

Segundo Vitor, o convite feito pela professora Tatiana foi reforçado por um amigo em comum, o pianista Daniel de Sá, que participou da edição anterior da Terça Cultural. O repertório reuniu músicas autorais e clássicos da MPB. Uma coincidência chamou a atenção dos artistas: algumas das composições apresentadas dialogavam diretamente com o tema da exposição.

“Não tinha ideia de que o tema da exposição seria sobre pássaros. Foi engraçado perceber que algumas das minhas primeiras composições originais também falavam sobre eles”, afirmou o músico, citando a canção Passarinho, inspirada em poema de Vinicius de Moraes.

Confira um pouco de como foi o evento no vídeo abaixo: