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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 29/07/2026 - Notícias

Adufg-Sindicato e Proifes-Federação debatem financiamento da ciência e futuro das instituições federais na 78ª SBPC

Adufg-Sindicato e Proifes-Federação debatem financiamento da ciência e futuro das instituições federais na 78ª SBPC

O Adufg-Sindicato e o Proifes-Federação integraram, nesta quarta-feira (29/07), a programação da ExpoT&C durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Rio de Janeiro. Na ocasião, promoveram a mesa-redonda "Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais", que reuniu especialistas para discutir os desafios do financiamento da pesquisa, a valorização das carreiras científicas e o fortalecimento das instituições públicas de ensino e pesquisa.

O debate foi mediado pelo diretor financeiro do Adufg-Sindicato e vice-presidente do Proifes-Federação, professor Flávio Alves da Silva, e contou com a participação do presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes; do diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI), Márcio Portes de Albuquerque; e do professor da Universidade de São Paulo (USP), ex-ministro da Educação e ex-presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro.

Na abertura da mesa, Flávio Silva destacou a importância de reunir especialistas com ampla experiência na formulação de políticas públicas para discutir o futuro das instituições federais. "Não há futuro para as instituições federais sem financiamento estável e sem valorização de quem nelas trabalha. Para discutir isso, recebo três vozes que trazem uma perspectiva essencial", afirmou.

Ao longo do encontro, os participantes defenderam que o fortalecimento da ciência brasileira passa por planejamento estratégico de longo prazo, investimentos permanentes em pesquisa, valorização das carreiras e manutenção de equipes qualificadas e infraestrutura adequada para a produção científica.

Segundo Flávio, o Proifes-Federação tem orgulho de promover espaços de diálogo como esse e seguirá atuando em defesa de uma ciência forte, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento nacional. "O debate reforçou que o futuro da ciência brasileira depende de financiamento estável, da valorização dos profissionais e do fortalecimento das instituições públicas de ensino e pesquisa."

O ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro alertou para o cenário enfrentado pelas instituições de pesquisa e afirmou que muitas delas vivem uma situação crítica devido à falta de recursos. "As instituições estão pior que à míngua, estão sucumbindo, com dezenas de pesquisadores sob aviso prévio em algumas unidades de pesquisa no Ministério da Ciência", disse.

Os palestrantes também defenderam a necessidade de ampliar o financiamento público para ciência e tecnologia. Entre os pontos levantados, houve consenso de que superar as limitações impostas pelo teto de gastos e pelo atual arcabouço fiscal representa um dos principais desafios para garantir a sustentabilidade das universidades e institutos de pesquisa no longo prazo. Também foi destacada a importância de construir alternativas de curto prazo, envolvendo especialmente os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Durante sua participação, Renato Janine também defendeu uma reforma tributária mais progressiva como caminho para ampliar a capacidade de investimento do Estado em áreas estratégicas, como ciência, educação e pesquisa. "No começo do atual governo, ficou claro que o percentual pago pelos mais ricos sobre sua renda é menor que a quantia paga pelos funcionários deles. Isso tem que mudar", concluiu.