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Autor: Ascom Adufg-Sindicato
Publicado em 30/07/2026 - Notícias
Biblioteca Comunitária Adufg/LIBRIS encerra programação especial de férias com oficina de narração de histórias
Encerrando a programação especial de férias, a Biblioteca Comunitária Adufg/LIBRIS realizou, nesta quarta-feira (29), uma oficina de narração de histórias. A atividade foi conduzida pela professora Denise Batulevicius, da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO). Durante a programação, Denise contou histórias que estimularam a imaginação das crianças por meio de imagens de animais, sempre direcionando a narrativa para a literatura e o resgate da cultura popular brasileira.
Denise destaca que o ato de contar histórias é importante para as crianças por ensiná-las a escutar. “Além disso, incentiva a leitura, enriquece o vocabulário, estimula a participação e o envolvimento delas na história, ajuda a desenvolver sentimentos, como a empatia, e a resolver conflitos”, afirmou.
O resgate da cultura popular brasileira em suas narrativas também representa, para a professora, a preservação de uma tradição construída desde a infância. “Tenho muitas memórias de quando eu era pequena, com meus avós e pais na roça, sentada em uma roda, focada naquilo que a pessoa tinha a contar”, relembrou.
Denise acredita que a narração de histórias também ajuda as crianças a exercitarem a paciência, especialmente em um mundo marcado pela rapidez, pela agitação e pelo imediatismo. “A presença das telas certamente colaborou para esse cenário, e isso me assusta. Os pais precisam colocar a criança praticamente de castigo para que ela escute uma história. Funciona como uma espécie de condição, do tipo: ‘Se você prestar atenção na história, aí você vai poder usar o celular’”, explicou.
Atualmente, Denise oferece cursos de formação para profissionais da contação de histórias por meio do Ciranda da Arte, centro de estudo e pesquisa vinculado à Seduc-GO. Seu objetivo é incentivar os participantes a promoverem o envolvimento das crianças com a leitura e a valorização de suas vivências. “Cada ser humano em movimento é uma expressão cultural, e precisamos valorizar isso. Quando escuto a criança, percebo que ela quer participar, porque ela tem uma história que precisa ser valorizada, respeitada e entendida. Cabe a nós, como contadores, oferecer esse espaço de expressão”, declarou.
Confira um pouco de como foi o evento nas fotos abaixo: