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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 06/12/19 - Notícias

Andifes solicita que Abraham Weintraub apresente provas de suas declarações sobre maconha nas universidades federais

Ministro da Educação afirmou que instituições têm extensivas plantações de maconha e que produzem drogas sintéticas

Andifes solicita que Abraham Weintraub apresente provas de suas declarações sobre maconha nas universidades federais

As últimas semanas foram agitadas para o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Após afirmar que universidades federais possuem extensas plantações de maconha e que os laboratórios dessas instituições são usados para produção de drogas sintéticas, Weintraub vem lidando com uma onda de ações Judiciais que, além de condenarem os seus comentários, pedem que ele explique as motivações por trás de suas falas.

Neste sentido, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) foi uma das entidades a agir diante das atitudes do Ministro. Na última quarta-feira, 04 de dezembro, a Andifes, protocolou uma interpelação judicial na 9ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, na qual solicita que Weintraub se retrate de suas declarações ou apresente provas de suas denúncias.

A entidade baseou o documento em três declarações do ministro que foram consideradas ofensivas por todos os Reitores (as) que são representadas pela Andifes. A primeira foi uma entrevista concedida por Weintraub ao programa “Sete minutos com a verdade”, da TV Jornal da Cidade Online. No vídeo, Abraham afirma que as universidades precisam se livrar do sistema de doutrinação ao qual estão submetidas.


“Como você se livra desta doutrinação? Eu acho que é diminuindo o poder absoluto e hegemônico que hoje têm essas madraças de doutrinação que são as universidades federais. É.... Foi criado uma falácia de que as universidades federais precisam ter autonomia. Justo! Autonomia de pesquisa, autonomia de ensino... Só que essa autonomia acabou se transfigurando em soberania.”, defendeu o ministro durante a entrevista.


Já as outras duas declarações vieram do perfil pessoal do Twitter de Weintraub. O ministro é conhecido na rede social por não poupar palavras para defender o seu ponto de vista e aproveitou o seu alcance de mais de 390 mil seguidores para divulgar trechos da entrevista para o programa “Sete minutos com a verdade”. Nos trechos divulgados, Abraham fala sobre a produção de “drogas sintéticas” e “plantações de maconha” nas instituições federais.

A medida judicial da Andifes defende que as afirmações não possuem “qualquer substrato fático verídico” ou “elemento mínimo de convicção probatória”, o que imputa a toda “comunidade acadêmica das universidades federais brasileiras, dirigentes, docentes e técnicos-administrativos a pretensa prática de graves delitos, relacionados, em última análise, inclusive à conivência em relação ao tráfico de entorpecentes”.

Em sua conclusão, o documento solicita que, caso mantenha as suas acusações, o Ministro apresente provas efetivas que comprovem a prática dos crimes relatados. Além de requerer a nomeação dos responsáveis, das unidades acadêmicas, dos dirigentes e os responsáveis por tais atos.

Você pode conferir a íntegra do documento produzido pela Andifes aqui, assim como pode ler matéria produzida pelo jornal O Globo sobre a interpelação judicial no link abaixo.

Reportagem do jornal O Globo: https://glo.bo/2Pi2V6N