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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 23/01/20 - Notícias, Proifes-Federação

Presidente do Adufg-Sindicato participa de ato na reitoria da UFBA em solidariedade ao professor José Sérgio Gabrielli

Docente teve sua aposentadoria cassada pelo governo Bolsonaro

Presidente do Adufg-Sindicato participa de ato na reitoria da UFBA em solidariedade ao professor José Sérgio Gabrielli

O presidente do Adufg-Sindicato, professor Flávio Alves da Silva, representando a Proifes-Federação, participou de ato em solidariedade ao professor José Sérgio Gabrielli e em defesa da democracia ontem (22) na reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, organizado pela Apub e pelo Sindipetro. O professor José Sérgio, que foi docente da instituição por 36 anos, teve sua aposentadoria cassada pelo governo Bolsonaro através da Controladoria-Geral da União (CGU). A cassação foi suspensa por decisão liminar (provisória) do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas mérito do caso ainda não foi julgado.

Sobre o caso, o professor Flávio disse que “o que foi feito com o professor José Sérgio é um absurdo e um ataque declarado a todos os docentes do Brasil. Não podemos deixar que este caso passe em branco, pois todos nós podemos ser alvos das ações descabidas deste governo”.

A cassação da aposentadoria do professor ocorreu pouco antes do Natal do ano passado, em publicação no Diário Oficial da União, como medida disciplinar relativa a supostas infrações cometidas durante a sua gestão como presidente da Petrobrás, cargo que ocupou entre 2005 e 2012. Trata-se de mais um – e talvez o mais infame – capítulo da perseguição que o governo Bolsonaro promove contra adversários políticos e contra a Universidade Pública; um governo que utiliza a máquina pública para táticas de intimidação e, dessa forma, ataca não apenas a pessoa do professor Gabrielli, mas o Estado Democrático de Direito.

Evidência da excepcionalidade do caso, a aposentadoria cassada é relativa à atuação de Gabrielli como servidor público docente da UFBA, não tendo relação alguma com o exercício da presidência na Petrobrás. O direito à aposentadoria digna é inerente a todo trabalhador e trabalhadora e não pode ser relativizado por arroubos autoritários de qualquer governo.

Com informações da Apub: http://apub.org.br/?p=31258