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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 23/03/20 - Notícias

Repatriado: professor goiano retido no Peru já está em Goiânia

Docente chegou à capital na tarde deste domingo. Adufg-Sindicato solicitou repatriação do docente junto ao Ministério das Relações Exteriores na última semana

Repatriado: professor goiano retido no Peru já está em Goiânia

O professor do Edemilson Cardoso, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás (UFG), e sua esposa, Mônica Pureza Gomes Cardoso, já estão em Goiânia. Eles estavam retidos no Peru, por meio de decreto de emergência sanitária, que bloqueou todas as vias de acesso no País. Na última semana, o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), pediu, oficialmente, a repatriação do docente junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros (NAB) do Ministério das Relações Exteriores.

Edemilson e a esposa chegaram em Goiânia na tarde deste domingo (22/03). O professor estava em Cusco, onde desenvolvia um trabalho em conjunto com a Universidad San Antonio Abad. Ele relata estar bem e, no momento, ficará em casa  para cumprir quarentena preventiva. "Isso faz parte e tem que ser feito para evitar essa situação complicada do vírus”, afirma.

Segundo o professor, a Embaixada do Brasil tem se esforçado para cuidar dos brasileiros. Ele também agradeceu a ação do Adufg-Sindicato e demais órgãos que ajudaram no processo de repatriação. “O Adufg entrou, o reitor da UFG fez articulações com o Governo de Goiás, que inclusive nos mandou mensagem e nos ajudou bastante”, elogia.

O docente conta, ainda, que a situação no Peru “é complicada” e que muitos brasileiros ainda estão lá. “Os turistas não foram respeitados e o governo peruano não colocou nada, nem um escritório para atendê-los”, revela. "O povo peruano é ótimo, mas uma coisa é passar por quarentena no Brasil, em casa, e outra é longe de casa, em uma terra estranha”.

Por aqui, Edemilson planeja continuar o trabalho que fazia no Peru, focado na crise do coronavírus. “Eu, como professor universitário, vou continuar trabalhando em casa para desenvolver um gel diferente do que estamos usando porque ele possui matéria prima muito cara e o pessoal ainda quintuplicou o preço”, planeja. "Nós no Brasil temos produtos de origem natural com os quais podemos fazer algumas coisas interessantes”.