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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 02/10/19 - Notícias

Aula na Rua: professores e estudantes levam a UFG para a calçada do Grande Hotel

População foi abordada por docentes e alunos que demonstraram a relevância da produção das pesquisas e estudos para a sociedade

Aula na Rua: professores e estudantes levam a UFG para a calçada do Grande Hotel

Na manhã de hoje, 2 de outubro, alunos e professores da UFG, IFG e IF Goiano, levaram seus trabalhos, aulas, pesquisas e atividades para a calçada do histórico Grande Hotel, na Avenida Goiás, assim como para a Praça do Bandeirante, no Centro de Goiânia. O ato desta quarta-feira faz parte de uma convocação de greve estudantil, feita pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e apoiada pelo Adufg-Sindicato, SINT-IFESgo e outras entidades representativas da área da Educação.

A aula foi ministrada na rua, também como convite para uma manifestação programada para amanhã, (3), às 16 horas, com concentração na Praça Universitária. “Estes dois dias de greve, de manifestação, são importantes para marcar nossa posição em relação aos cortes e ataques que o ministro tem feito às universidades e à nossa categoria, até nos chamando de ‘zebra gorda’. Ele não tem bom senso, fala mais do que faz. Essa greve é em decorrência disso”, disse o diretor Administrativo do Adufg-Sindicato, João Batista de Deus, “quero chamar atenção que ela foi convocada pela UNE e nós professores em Assembleia decidimos que estamos apoiando a paralisação dos estudantes e estamos junto com eles nessa luta”.

O coordenador-geral do SINT-IFESgo, Fernando da Motta, afirmou que “queremos mostrar para a população o conteúdo, o conhecimento desenvolvido pelas nossas instituições de ensino”, e conclamou a todos: “amanhã vamos fazer uma grande manifestação na Praça Universitária com passeata até a Assembleia Legislativa contra os cortes na Educação, o Programa Future-se e as medidas desse governo que quer destruir o serviço público”.

O professor Romualdo Pessoa, ex-presidente do Adufg-Sindicato, chamou as atitudes do governo de crime de lesa-pátria: “mostramos um pouco do que produzimos. Estes cortes dificultam nosso trabalho, inclusive em sala de aula. São absurdos, afrontam só nossa condição de trabalho, mas são contra o desenvolvimento nacional”.

Sheila do Couto Carvalho, professora do Instituto de Física, apontou que a importância da aula na rua é “mostrar para a população que a universidade não é um lugar fechado para um determinado grupo, que ela é importante para todo cidadão, de todas as classes, e temos que lutar para defender a permanência dela”.

Para o estudante de licenciatura em Biologia, José Davi, é importante transmitir a mensagem da importância da instituição para as gerações futuras: “acredito na qualidade da Educação Pública, estou lutando para que esta qualidade permaneça à longo prazo, para as crianças que ainda estão no Ensino Fundamental possam usufruir. É importante que as pessoas percebam que nosso dinheiro público está sendo investido em uma Educação de qualidade”.

A professora Marline Dorneles de Lima levou seus alunos de Metodologia do Ensino e Pesquisa em Dança I e disse que há uma conexão entre o ensino e a comunidade. “Falamos da importância do ensino da arte na escola, na formação do cidadão. Quando foi convocada esta manifestação para comunicarmos para as pessoas o que a universidade faz, eu vi que tem todo o sentido estarmos aqui”, ressaltou. Sua aluna, Vanessa Voskelis, complementa que “o meu papel como discente é explicar os principais serviços oferecidos para a população pela UFG. Serviços de saúde, jurídicos, de cultura, de idiomas. É importante a sociedade entender que seus impostos têm retorno. Estamos aqui para deixar claro isso. Todos vão perder com estes cortes”.

Também esteve presente a técnica-administrativa do IPTSP, Diana de Lima Borges, aluna egressa da UFG: “quero que meus filhos tenham a oportunidade que eu tive de estudar em uma universidade pública de qualidade e que as pessoas entendam o tamanho do significado da universidade para os cidadãos de Goiás”.

Os participantes distribuíram panfletos, fizeram cartazes e outras intervenções educacionais e artísticas que transcorreram sem incidentes durante toda a manhã desta quarta-feira.