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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 07/05/2020 - Notícias

Professores se mobilizam e não sofrerão com congelamento de salários e progressões

Projeto de Lei Complementar que prevê socorro financeiro a Estados e municípios passou pela Senado e segue para sanção da Presidência da República; Professores também foram retirados da proposta de congelamento de promoções

Professores se mobilizam e não sofrerão com congelamento de salários e progressões

A mobilização dos professores foi fundamental para que a categoria ficasse de fora do congelamento de salários proposto pelo Projeto de Lei Complementar (PLC) 39/2020, que prevê socorro financeiro a Estados e municípios durante a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Também foi retirada a proposta que previa o congelamento de progressões e promoções. O projeto foi aprovado pelo Senado na noite desta quarta-feira (06/05).

Importante destacar que não há nenhum aumento salarial previsto para a categoria para 2020 e 2021. No entanto, as progressões e promoções poderão ser feitas com efeitos financeiros. “É uma vitória. A educação também está na linha de frente no combate à pandemia e merece ser respeitada”, destaca o presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Audfg-Sindicato), professor Flávio Alves da Silva.

Diversas centrais sindicais ligadas à educação realizaram ações para retirar os professores do congelamento. Pela manhã, próprio Adufg solicitou, por meio de ofício, que os senadores mantivessem os destaques aprovados pela Câmara dos Deputados. Agora, a matéria segue para sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Na Câmara, o destaque que retirou os professores da medida de congelamento de salários foi apresentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar dos pedidos do ministro da Economia, Paulo Guedes, para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negasse essa exclusão, a casa votou a favor da permanência dos profissionais da educação entre as categorias que não sofrerão com o congelamento dos seus salários. Com as exceções incluídas pelos parlamentares, os ganhos com a proposta caíram de R$ 130 bilhões para R$ 43 bilhões.

No ofício destinado a todos os senadores antes da votação, o presidente do Adufg ressaltou a importância das universidades no combate à pandemia da Covid-19. Segundo ele, as instituições colocaram os seus laboratórios de pesquisa à disposição do poder público. Segundo ele, as ações estão resultando em pesquisas importantes tanto para o diagnóstico quanto para uma possível cura da doença. “As universidades federais têm realizado diversas ações para amenizar os impactos da pandemia. Aqui em Goiás são inúmeros projetos que beneficiam a comunidade toda. Não podemos permitir que o nosso trabalho não seja valorizado”, afirma Flávio Alves.