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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 23/09/19 - Notícias

Assembleia Universitária expõe a grave situação financeira da UFG

Entidades convocaram a participação dos estudantes e servidores para as paralisações nos dias 2 e 3 de outubro

Assembleia Universitária expõe a grave situação financeira da UFG

Foi realizada na tarde de hoje, 23 de setembro, uma Assembleia Universitária no Centro de Eventos da UFG. A mesa foi composta pelo reitor Edward Madureira; pela vice-reitora Sandramara Matias Chaves; pelo coordenador-geral do SINT-IFESgo, Fernando da Motta; pelo diretor Administrativo do Adufg-Sindicato, professor João Batista de Deus; pelo representante da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Carlos Klein; o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão; e pela dirigente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Luciana Oliveira.

Em sua fala, o reitor relembrou a grave situação financeira da UFG, que está devendo R$ 21,3 milhões. Porém, ele contrariou o principal pedido do DCE, que era a previsão de uma data para que a universidade não tenha mais condições de funcionar. “Continuaremos de portas abertas até um dos recursos vitais serem cortados por nossos fornecedores”, revelou o reitor. Ele reiterou a oposição da instituição ao Future-se e lembrou que 35 universidades já rechaçaram o Programa. Por fim, Madureira lançou a campanha “Minha vida sem a UFG? Nem pensar!”, composta por vídeos que retratam a importância da Universidade na vida de toda a população. O material, produzido pela TV UFG, aborda temas como a qualidade do ensino, as pesquisas, o desenvolvimento tecnológico, a interação entre a Universidade e empresas, as ações de extensão, os atendimentos na área da saúde e a formação de professores. O objetivo é mostrar que os recursos públicos federais são essenciais para o trabalho que a UFG desenvolve para o estado de Goiás.

O professor João de Deus e Fernando da Motta convocaram os participantes a integrarem as atividades marcadas para o início de outubro. “Temos pela frente um conjunto de mobilizações, em especial nos dias 2 e 3 de outubro, e essa assembleia é uma possibilidade de discutirmos o que vamos fazer daqui pra frente”, disse João de Deus, “o ministro hoje estava falando em contratar professores via CLT, sem concurso público. Isso é gravíssimo, voltaríamos àquele tempo em que as pessoas precisavam puxar-saco para ter um cargo público. Não é assim que funciona”, criticou.

“A importância dessa assembleia é a comunidade se conscientizar da situação atual da universidade”, disse o professor Geci José Pereira da Silva, do Instituto de Matemática e Estatística (IME), “do que é o Future-se e do que está por vir. Vivemos em um momento crítico em que a universidade pode perder a autonomia e nós professores estamos em um momento complicado, já que o ministro ameaça contratar professores via CLT. Isso acaba com a nossa carreira”, criticou.

“Esta assembleia hoje é muito importante para unir professores, servidores e alunos”, disse Montalvão, “para discutir a situação da universidade em que falta recursos e bolsas são cortadas. Precisamos sair daqui com muita força para pressionar o governo a devolver os recursos da universidade e se comprometa a ter um orçamento ampliado para o ano que vem”.