Notícias

Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 08/10/2020 - Notícias

UFG responde ofícios do Adufg sobre retomada das aulas de forma remota

Sindicato pediu posicionamento sobre diversas questões para assegurar cumprimento de direitos dos docentes

UFG responde ofícios do Adufg sobre retomada das aulas de forma remota

A Universidade Federal de Goiás (UFG) encaminhou, na última segunda-feira (05/10), respostas aos ofícios protocolados pelo Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato). Em agosto, com o objetivo de assegurar o cumprimento dos direitos dos professores na retomada de atividades acadêmicas em regime de ensino remoto, o sindicato pediu que fossem esclarecidas questões, como logística, qualidade de ensino e igualdade no acesso de alunos e professores às aulas online. Na ocasião, também foram encaminhados ofícios às outras duas universidades federais localizadas no Estado: UFJ e UFCAT.

Na época, o Adufg pediu a revisão da carga horária dos Núcleos Livres de Inverno para computá-los na carga horária dos professores. No entanto, a UFG alegou que o fluxo natural já atende as expectativas e que as todas as atividades elencadas serão computadas nos Relatórios de Atividades Docentes (Radocs).

Sobre a cobrança do sindicato sobre medidas de implementação do Ensino Remoto Emergencial (ERE), a universidade informou que, ainda em 2017, o Comitê de Tecnologia da Informação (CTI), já debatia sobre a possibilidade de substituir o e-mail institucional pela plataforma G Suite For Education, que é gratuita, e foi implantada em 2018. Segundo a UFG, a plataforma possibilita aos docentes ferramentas, como Gmail, Google Meet, Drive, Google Sala de Aula e outros servidos, além de também ser fornecida pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNEP) por meio da plataforma NasNuvens. A universidade também explicou que a Instrução Normativa 01/2020 define as tecnologias institucionais para o ensino emergencial, assim como capacitação pelo site da UFG para estudantes e docentes.

A universidade respondeu, ainda, que adotou diversos cursos de capacitação docente para o Ensino Remoto Emergencial. Também estabeleceu, por meio de Instrução Normativa aprovada no Conselho Universitário (Consuni), todos os procedimentos relacionados às aulas remotas.

O sindicato pediu, ainda, que fossem passadas orientações sobre o local do trabalho remoto, uma vez que existem casos de professores que desempenham suas atividades em cidades diferentes das unidades acadêmicas em que estão lotados. Sobre a questão, a UFG respondeu que a interpretação do artigo 95 da Lei nº 8.112/90 corrobora a assertiva de que o exercício ordinário do cargo deve se dar nos limites do território nacional.

Outra questão respondida foi sobre a progressão dos professores durante a pandemia do coronavírus (Covid-19). Segundo a UFG, os docentes não serão prejudicados e providências para flexibilizar a avaliação já foram tomadas. Em resposta ao ofício nº 180, que pede a criação  de comissão para edição de normativa que abarque as professoras que, em vários momentos, acumulam o desempenhar das atividades inerentes ao cargo com jornadas domésticas, por exemplo, a universidade respondeu que têm promovido iniciativas no sentido de amenizar os impactos na saúde física e mental ao longo do tempo e possíveis prejuízos de outras naturezas aos servidores.