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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 05/11/2020 - Notícias

Pandemia, reforma administrativa e carreira marcam debates do segundo eixo do XVI Encontro Nacional do PROIFES

Pandemia, reforma administrativa e carreira marcam debates do segundo eixo do XVI Encontro Nacional do PROIFES

Na manhã desta quinta-feira, 5, aconteceu a segunda mesa do XVI Encontro Nacional do PROIFES-Federação, com o debate sobre o Eixo 2 dos textos-guia, com o tema As carreiras, os salários, as condições de trabalho docente e a retomada das atividades de ensino. O professor Gil Vicente (ADUFSCAR), coordenador do texto do eixo 2, expôs os principais pontos, que passaram por questões como Reforma Administrativa, orçamento e ataques às IFES, estrutura das carreiras, pandemia e trabalho remoto, entre outros.

Sobre a pandemia de Covid-19, Gil Vicente ressaltou a especificidade do caso brasileiro no tratamento à doença. “O Brasil, ao contrário de todos os outros países do mundo, incluindo os Estados Unidos, manteve um patamar de mortes e de infeções alto, em uma linha horizontal, durante vários meses. Nenhum outro país do planeta tem o mesmo desenho de linhas”, alertou. 

Vicente também ressaltou os perigos da reforma administrativa, cuja justificativa seria baseada em uma perspectiva errônea sobre o serviço público no país. “Não é verdade que o Brasil tem mais funcionários públicos que outros países semelhantes no planeta. Isso é conversa de quem quer diminuir o Estado para lucra em cima”.

Na primeira intervenção dos delegados, Lucio Vieira (ADUFRGS-Sindical) reafirmou a necessidade e luta por mais investimentos na rede pública de educação em todos os níveis. “Temos que defender o investimento em educação pública sob todas as condições. Temos que ter investimentos pesados em equipamentos públicos, laboratórios, bibliotecas, salas. A operacionalização disso passa por Fundeb e por garantir, no Orçamento, recursos para educação”, disse Vieira.

Já o delegado do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, abordou os desafios de mobilização ampla, considerando a pluralidade da categoria docente em todo país. “As universidades não são homogêneas, são um mosaico, e cabe à Federação entender essa pluralidade para chegar  aos professores que estão afastados do movimento sindical, e temos aque atraí-los para construir um movimento amplo e democrático de resistência”, ressaltou o dirigente potiguar.

Nessa linha, Raquel Nery (APUB), propôs uma ampla articulação e mobilização “para uma incidência política de enfrentamento às ameaças de precarização do trabalho e desmonte do Serviço Público”.

Para Geci Pereira (ADUFG), os professores vivem um momento delicado, e a reforma administrativa pode complicar a gestão e funcionamento das carreiras docentes e das universidades. “Com pessoas fizemos universidade e institutos fortes, e o enfraquecimento da carreira e da relação de servidores dentro da própria instituição preocupa bastante, especialmente com a reforma administrativa, que vai trazer novos tipos de servidores, quebrando a isonomia”, alertou.

Já a docente convidada Maria Rosaria Barbato (APUBH), participou das discussões do eixo 2 enfatizando as condições de trabalho remoto das/os docentes, apontando a luta contra medidas que ameaçam ampliar a precarização.

Dialogando com as observações da docente mineira, Nilton Brandão (SINDIEDUTEC-Sindicato) lembrou que as Universidades e o Sistema Único de Saúde (SUS) foram os principais setores a dar respostas à pandemia e reafirmou que a defesa da vida é pressuposto para o retorno às atividades presenciais.

As atividades do XVI Encontro Nacional do PROIFES-Federação continuam até a tarde desta sexta-feira, 6.