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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 25/03/2021 - Notícias

Em assembleia do Adufg, professores discutem mobilização contra os ataques do Governo Federal aos serviços públicos

Lideranças políticas de diversos estados também participaram das discussões

Em assembleia do Adufg, professores discutem mobilização contra os ataques do Governo Federal aos serviços públicos

"Vamos utilizar todos os meios legais possíveis para defender a comunidade acadêmica, os serviços públicos e a população como um todo”, afirmou o presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), professor Flávio Alves da Silva, em Assembleia Geral Extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira (24/03). Por causa da pandemia do coronavírus (Covid-19), a programação foi realizada de forma virtual. Entre os principais encaminhamentos, está implementação de uma comissão de mobilização contra os ataques do Governo Federal aos serviços públicos.

Na ocasião, foi realizada uma análise da atual conjuntura do Brasil, como a omissão do atual governo no combate à pandemia e das tentativas de desmonte dos serviços públicos. Também foram discutidas novas formas de mobilização e luta contra os ataques aos servidores. “O momento pede união e mobilização de todos aqueles que querem o bem do País”, ressaltou Flávio.

Lideranças políticas de diferentes estados também participaram das discussões. O ex-senador Roberto Requião (PR), por exemplo, alertou para o recuo na luta pela soberania do País. “O Brasil é grande demais para não ter um projeto nacional de Estado”, disse. Requião também defendeu união contra os ataques do governo do presidente Jair Bolsonaro às instituições de ensino superior. “A luta pelas universidades pela sua notável e necessária independência didática e pedagógica tem que se somar às lutas gerais do povo brasileiro. Devemos entender que estamos sendo saqueados por Bolsonaro e o sistema liberal”, disse.

O deputado federal Rogério Correia (MG), por sua vez, lembrou que o governo quer cortar 18,2% no orçamento das universidades. “É claro que vamos fazer emendas e buscar resistir. Para barrarmos mais um grande retrocesso, precisamos do engajamento do movimento sindical. Somos minoria e as condições no Congresso não são boas, principalmente depois da eleição de Arthur Lira”, declarou.

A deputada estadual Adriana Accorsi (GO) lembrou que é egressa da Universidade Federal de Goiás (UFG) e filha de um ex-professor da instituição. Ela ressaltou que o momento do País é trágico. “Vemos uma perseguição aos servidores públicos, que estão sendo colocados como culpados dos males do Estado. É uma campanha de desmoralização e desconstrução da importância dos serviços públicos”, lamentou.

O presidente da Proifes-Federação, professor Nilton Brandão, criticou a conduta do governo Bolsonaro. “Estamos diante de graves crise por causa de um governo negacionista que fez pacto com a morte. É um genocídio completo e nosso papel é chamar a sociedade para o debate e para a denúncia. Nossa união é fundamental”.

Para o professor Alexandre Aguiar, da UFG, há um projeto em curso com o objetivo de destruir a soberania nacional. “A política do caos e a imposição de posicionamento de forma violenta estão acontecendo. É preocupante ver que escolas e universidades estão sendo censuradas”, disse.

Liderançãs de entidade, como Fórum goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e da Soberania, Central única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), também participaram da assembleia.