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Autor: Ascom Adufg-Sindicato
Publicado em 28/01/2026 - CBN Goiânia, Na mídia
Inteligência Artificial criada para interpretar DNA brasileiro promete agilizar diagnóstico de doenças genéticas
A tecnologia, desenvolvida no Ceia– UFG, deve ser testada inicialmente nos laboratórios da universidade, com foco no câncer de mama
Uma inteligência artificial capaz de ler e interpretar o DNA brasileiro pode reduzir o tempo de diagnóstico de doenças.
Segundo o professor e cofundador do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), Celso Camilo, já existe um modelo de IA que aprende a linguagem genética humana. A partir disso, a tecnologia consegue avaliar mutações no DNA, classificá-las e indicar graus de diagnóstico, associando essas alterações genéticas a possíveis patologias, como o câncer de mama.
Na fase atual, a expectativa é reduzir os custos por meio da mudança de processos e da diminuição do uso de insumos. Ainda não é possível afirmar um valor final, mas a estimativa é de uma redução significativa, que permita maior acesso e a democratização dos diagnósticos genéticos.
O principal benefício do uso da inteligência artificial, segundo o professor, é a redução do tempo do processo diagnóstico, especialmente do diagnóstico genômico, além da diminuição dos custos. Atualmente, os equipamentos e os insumos utilizados nesse tipo de análise são bastante caros. A proposta é que, com o uso da IA, seja possível reduzir a necessidade de aparelhos de alto custo e insumos complexos, sem perder a eficácia dos diagnósticos. A expectativa é tornar o processo mais acessível e ágil.
A previsão é que os primeiros resultados funcionais de classificação sejam obtidos em seis a sete meses. A partir disso, os testes terão início no laboratório de genética da Universidade Federal de Goiás (UFG). Inicialmente, a inteligência artificial será treinada com dados de pacientes com câncer de mama, mas poderá ser adaptada para outros tipos de câncer e também para doenças hereditárias.