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Autor: Ascom Adufg-Sindicato
Publicado em 24/03/2026 - Notícias
Diretoria do Adufg-Sindicato participa do lançamento da campanha “UFG Pela Vida de Todas”
A Diretoria do Adufg-Sindicato participou, nesta terça-feira (24/03), do lançamento das ações permanentes da campanha "UFG Pela Vida de Todas", iniciativa da Universidade Federal de Goiás voltada ao enfrentamento do feminicídio e da misoginia. Durante a cerimônia, a presidenta da entidade, professora Geovana Reis, alertou para a gravidade do cenário atual: “Nós estamos vivendo uma epidemia feminicídios no Brasil. Passada uma década do ‘Não é não’, ainda precisamos pedir respeito e lutar pela preservação das nossas vidas”.
O evento reuniu autoridades da universidade e representantes do poder público, com destaque para a presença da chefe de gabinete do Ministério das Mulheres, Carolina Busch, que representou o Governo Federal na cerimônia. Também participaram a reitora da UFG, professora Sandramara Matias, a vice-reitora professora Camila Caixeta e a vereadora Kátia Maria.
A programação marcou o início de uma mobilização permanente dentro da universidade, com a implementação de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero. Entre as iniciativas apresentadas estão o Observatório da UFG sobre as Mulheres, a Ouvidoria Geral da Mulher, o Botão SOS no aplicativo “Minha UFG” e a instalação de bancos vermelhos com mensagens de conscientização.
A presidenta do Adufg-Sindicato também destacou a necessidade de medidas contínuas dentro das instituições. “As condições de trabalho impactam diretamente a saúde física e mental das servidoras. É fundamental avançar na prevenção de todas as formas de assédio e retomar ações que já mostraram resultado”, afirmou.
Ações permanentes
O Observatório da UFG sobre as Mulheres, vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e à Secretaria de Inclusão, tem como objetivo reunir e analisar dados sobre a realidade das mulheres na universidade, dando visibilidade às trajetórias de estudantes, docentes e técnicas administrativas.
A pró-reitora de Pós-Graduação, Laura Rezende, destacou que a proposta é integrar informações que hoje estão dispersas em diferentes setores. Segundo ela, a iniciativa permitirá reconhecer a produção acadêmica das mulheres e evidenciar desigualdades ainda presentes.
Já a Ouvidoria da Mulher foi estruturada para oferecer um espaço de acolhimento e escuta qualificada às vítimas de violência, com garantia de sigilo, respeito e segurança, além de atendimento psicológico.
Além disso, o “Botão SOS” foi apresentado como uma ferramenta de acionamento rápido em situações de risco, ampliando a rede de proteção dentro da universidade.