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Autor: Ascom Adufg-Sindicato
Publicado em 30/03/2026 - Notícias
Exposição “Poética Feminina” levou arte e sensibilidade à programação do Mês da Mulher no Adufg-Sindicato
Como parte da programação do Mês da Mulher, o Adufg-Sindicato recebeu, ao longo de março, a exposição Poética Feminina, com obras voltadas à memória, à afetividade e à experiência das mulheres. A mostra reuniu artistas convidadas a partir de uma curadoria que privilegiou não apenas a estética, mas também as vivências que atravessam o fazer artístico.
A exposição foi organizada pela professora Surama Bertolucci, do Centro Livre de Artes (CLA) de Goiânia, em parceria com o artista plástico Carlos Henrique — Kim, formado pela Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (FAV/UFG). Participam da mostra as artistas Aline Gurgel, Sandra R. Mendonça, Neire Sueli do Prado, Liliane Borges, Marlene Resplande, Ester Evangelista, Mirna Vaz, Simone Moneus e Lacy Vieira, que apresentam diferentes abordagens sobre o universo feminino.
Importância
Durante a vernissage, a professora Surama Bertolucci destacou a proposta da exposição. “Pensamos na mostra levando em conta a comemoração do Dia Internacional da Mulher em março. Convidamos artistas do Centro Livre de Artes, que emprestaram seus talentos às obras apresentadas aqui”, afirmou.
A presidenta do Adufg-Sindicato, professora Geovana Reis, ressaltou a importância de dedicar o espaço da entidade à arte produzida por mulheres. “É mais uma forma de reforçar a celebração das lutas que enfrentamos para nos constituirmos como capazes de ocupar os espaços que desejamos na sociedade”, disse.
Sobre a relação entre iniciativas culturais e a atuação do sindicato, Geovana afirmou que essas ações ampliam a forma como a entidade é percebida. “Constantemente nos interpretam como sisudos ou unicamente direcionados às lutas específicas sobre carreira e salários, mas eventos como esse mostram que não somos ‘duros’ à sensibilidade das belezas e poéticas que circundam as nossas demandas. Não há nenhuma contradição nisso”, afirmou.
Ela também destacou que a exposição propõe um deslocamento em relação às narrativas mais recorrentes no período. “Ter a oportunidade de perceber essa capacidade feminina de traduzir a realidade em uma linguagem sensível amplia os nossos horizontes”, completou.
Na mesma linha, Surama ressaltou a escolha estética da mostra. “Não queríamos abordar nada de violento nas obras. As artistas concentraram seus esforços em um retrato feminino voltado para a memória, a afetividade e, acima de tudo, a beleza”, disse.
A arte como expressão
Simone Moneus, uma das artistas, conta que sua trajetória na arte começou há três anos, em um momento pessoal delicado. “Estava passando por um período emocional difícil e comecei a trabalhar com a arte para expressar essas emoções”, relatou.
A figura humana e a natureza aparecem como principais referências em seu trabalho. “São aspectos da vida que valorizo muito e que estão presentes no meu processo criativo. A diversidade de possibilidades nesses retratos me fascina”, disse.
A expectativa, segundo ela, é que as obras despertem empatia no público. “Vivemos em um cenário complicado, mas esperamos que as pessoas se sensibilizem e demonstrem mais respeito e valorização às vidas femininas.”
Memória e inspiração
Liliane Borges buscou inspiração nas mulheres de sua família, especialmente na avó Amélia, homenageada durante a exposição. “Mulheres que nada tinham, mas que eram extremamente ricas de amor e de experiência na arte de viver. Mulheres que, por fora, foram marcadas pelas brasas da vida, mas que se revelam deslumbrantes por dentro. Ninguém passa pelo fogo sem se aperfeiçoar. Assim como o fogo transforma e aquece tudo que toca, sigo completando cada uma das Amélias que carrego dentro de mim”, declarou.
Veja um pouco de como foi o evento no vídeo abaixo: