Notícias

Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 15/05/2026 - Notícias

Proifes-Federação promove palestra sobre educação financeira no VII Encontro Nacional GT Aposentados

Proifes-Federação promove palestra sobre educação financeira no VII Encontro Nacional GT Aposentados

Golpes virtuais, exploração financeira de idosos e organização das finanças pessoais estiveram entre os temas debatidos na tarde desta quarta-feira (14/05), durante palestra promovida pelo Proifes-Federação no VII Encontro Nacional do GT de Aposentados, realizado no Auditório do Adufg-Sindicato. A atividade abordou estratégias de planejamento financeiro, prevenção contra fraudes digitais e orientações sobre situações de exploração familiar envolvendo aposentados.

Sob a coordenação da diretora de Assuntos de Aposentadoria e Pensão do Adufg-Sindicato, professora Denise Paiva, a palestra contou com a participação da planejadora financeira Rosângela Nunes e do assessor jurídico do sindicato, Elias Menta, que apresentaram orientações ao público e esclareceram dúvidas dos participantes.

Planejamento financeiro

Segundo Rosângela, falar sobre dinheiro ainda é um tabu, o que compromete a busca pela educação financeira, contribui para decisões desorganizadas e impacta diretamente o bem-estar emocional. “Porém, falar sobre o tema ajuda a normalizá-lo”, argumentou.

Para ela, planejamento financeiro vai muito além da simples anotação de gastos. “Tem a ver com futuro, projetos e aspectos da minha vida que quero realizar”, explicou.

Rosângela destacou que a organização financeira se torna essencial diante de imprevistos e emergências, exigindo preparo para lidar com situações inesperadas dentro do orçamento mensal. Segundo ela, as despesas podem ser divididas em três categorias: fixas, como água, energia e plano de saúde; variáveis, como mercado, combustível e vida social; e sazonais, como IPTU, IPVA, viagens e presentes.

“Dependendo do gerenciamento, o orçamento de uma pessoa pode ficar com o valor dos ganhos acima das despesas, pode haver equilíbrio ou pode existir déficit”, afirmou.

A palestrante também reforçou a importância da reserva de emergência como forma de proteção financeira para momentos inesperados da vida.

“Com ela, nós podemos lidar com imprevistos sem precisar recorrer a cartões de crédito, empréstimos ou cheque especial. Montar uma reserva de emergência é fácil: recebeu o salário? Guarde um valor. Não espere para fazer isso após os gastos do mês”, recomendou.

Prevenção contra golpes e exploração familiar

Na sequência, Elias Menta fez um resgate sobre a evolução dos golpes financeiros e explicou por que o público aposentado costuma ser mais vulnerável a esse tipo de crime.

“É mais fácil pela falta de familiaridade que esta parcela tem com o ambiente digital e pela tendência cultural de confiar mais no próximo”, afirmou.

Segundo ele, a principal ferramenta utilizada pelos golpistas é a chamada engenharia social — estratégia baseada na manipulação psicológica das vítimas para obtenção de dados ou dinheiro.

“Eles querem gerar um falso senso de urgência para impedir que a vítima valide as informações”, alertou.

Diante desse cenário, Elias apresentou orientações preventivas ao público aposentado. “Desconfiar da urgência é muito importante. Tem parente pedindo Pix? Faça uma videochamada. Banco ligou? Desligue e ligue você mesmo para o número que está no verso do cartão. Sempre valide com uma terceira pessoa de confiança o que você faz financeiramente. E, por fim, leia sempre a tela do celular antes de fazer qualquer transferência, para garantir que o nome do recebedor esteja correto”, pontuou.

O assessor jurídico também abordou situações de exploração familiar envolvendo aposentados e idosos, destacando casos marcados pelo abuso de confiança e pela violação de direitos, como autonomia e liberdade de decisão.

Segundo Elias, esse tipo de exploração pode ocorrer de forma financeira, psicológica ou por negligência, incluindo uso indevido de cartões bancários, desvio de aposentadoria, chantagem emocional, ameaças de abandono e privação de cuidados básicos relacionados à saúde, alimentação e medicação. “Se o idoso demonstrar interesse e voluntariedade no auxílio, tudo bem. Caso contrário, é preciso prestar atenção aos sinais”, ressaltou.