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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 06/01/20 - Notícias

Entre a arte e a docência

Artista plástico e um dos fundadores da Faculdade de Artes Visuais, Angêlos Ktenas morreu no último dia 27 de dezembro

Entre a arte e a docência
Foto: Wildes Barbosa/O Popular

No último dia 27 de dezembro, a arte perdeu um dos seus maiores representantes. O artista plástico Ângelos André Ktenas morreu aos 83 anos vítima de complicações de uma pneumonia. Reconhecido pela qualidade das obras que produziu ao longo de sua vida, Ktenas deixou pelo menos 400 trabalhos, sobretudo bustos e monumentos, no Brasil inteiro e no exterior. Em Goiânia existem mais de 70 peças de bronze e outras obras do artista instaladas em praças, cemitérios e prédios públicos.

Um dos fundadores da Escola de Artes, atual Faculdade de Artes Visuais – FAV da Universidade Federal de Goiás (UFG), Ktenas nasceu na cidade de Karyá, localizada no ponto mais alto de uma das ilhas (Ilha de Lefcada) mais bonitas da Grécia em 06 de fevereiro de 1937. Veio para o Brasil aos 17 anos, onde trabalhou em diversas atividades, conhecendo praticamente todo o País até chegar à capital goiana em 1957, onde fixou suas raízes. Foi professor titular de escultura e plástica da FAV até 1995, quando se aposentou.

Comprometido com a instituição. Essa é a definição dada pela docente da FAV e artista plástica Selma Parreira a Ktenas. Ela conta que foi aluna dele e depois, por um curto período, dividiram as salas de aula como colegas de trabalho. “Eu o admirava como mestre. Era dono de uma energia muito grande, uma pessoa muito alegre e se dedicava mesmo ao ofício de ensinar. O seu atelier estava sempre de portas abertas para qualquer um que quisesse aprender, não é todo artista que consegue fazer essa ponte entre a arte e à docência, e ele desempenhava este papel com muita maestria”, detalha Selma.

Para a professora e ex-aluna de Ktenas, Anahy Mendonça Jorge, a generosidade do artista era outro traço marcante em sua personalidade. Detentor de muito conhecimento nas áreas de escultura e modelagem, o artista construiu relações sustentadas na contribuição para a formação tanto de artistas como de novos educadores. De acordo com ela, Ktenas proporcionou abertura para as pessoas se aproximarem e aprenderem com ele. “Quando entrei na universidade como professora, ele foi um grande apoio para mim durante o estágio probatório. Ele tinha esse interesse pela figura humana”, relata Anahy.

Antes de morrer, Ktenas trabalhava na escultura de uma família e de um carro de boi que seriam expostos no Parque dos Romeiros, cuja entrega à população estava programada para a festa do Divino Pai Eterno deste ano.  

Em maio do ano de 2015, o Jornal do Professor publicou reportagem sobre a arte de Ktenas. Leia a matéria completa por meio do link: https://bit.ly/2uq12yp