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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 18/02/20 - Notícias

Impactos da nova reforma da Previdência são discutidos em palestra promovida pelo Adufg-Sindicato

Professor Eduardo Rolim abordou as mudanças na legislação para quem está na ativa e também para aposentados

Impactos da nova reforma da Previdência são discutidos em palestra promovida pelo Adufg-Sindicato

“Para se aposentar, de acordo com as novas regras, para manter o direito à integralidade e à paridade, os servidores públicos terão que trabalhar muito mais”, afirmou o diretor de Assuntos Jurídicos da Proifes, professor Eduardo Rolim, nesta terça-feira (18/02), ao ministrar a palestra “Os impactos da nova reforma da Previdência”. O evento foi promovido pelo Sindicato dos Docentes das Universidades Federais em Goiás (Adufg-Sindicato) e contou com a participação de mais de 100 professores.

Na apresentação, Rolim detalhou as novas regras de aposentadoria de acordo com cada geração de servidor, para quem entrou antes ou após a Emenda Constitucional nº 41, antes da criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) e também para os que já estão aposentados.

Outras questões abordadas pelo palestrantes foram as novas alíquotas progressivas de contribuição previdenciária, que já haviam sido discutidas na gestão do ex-presidente da República, Michel Temer, mas não foram aprovadas por apresentarem inconstitucionalidade. “O governo Bolsonaro já chegou esperto com isso. A atual gestão já sabia que a implantação de alíquotas progressivas não tinha ido para frente no governo anterior. Então, o que eles fizeram? Mudaram a Constituição!”, explanou.

De acordo com Rolim, se engana quem pensa que os aposentados estão livres da nova Previdência. Segundo ele, o aumento das alíquotas é bem maior para aposentados que para ativos, por exemplo. Além disso, outras questões importantes também atingem quem já se aposentou, como o fim da isenção de duas vezes o teto para portadores de doença grave e a redução das pensões por morte.

Mobilização

Na abertura do evento, o presidente do Adufg-Sindicato, professor Flávio Alves da Silva, ressaltou a importância da mobilização da categoria para que outras reformas e mudanças que prejudicam o servidor público não sejam aprovadas. Ele criticou a forma como o governo manipula a sociedade com informações falsas, colocando a população contra os servidores públicos. “Nós já perdemos muito com a Reforma da Previdência. É uma grande ilusão achar que não vamos perder também com a Reforma Administrativa. No dia 18 de março, nós vamos fazer a greve nacional da educação e é muito importante que todos os professores participem. Não podemos ter medo do enfrentamento ou vamos perder cada dia mais os nossos direitos”, convocou a todos os presentes.

Na edição de março do Jornal do Professor, o Adufg-Sindicato traz reportagem completa sobre a nova Previdência e as mudanças para professores federais. Não perca!