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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 04/10/19 - Notícias

Ato Unificado encerra paralisação nacional de 48 horas da Educação

Ação reuniu centenas de pessoas na tarde desta quinta-feira, dia 3, na Praça Universitária

Ato Unificado encerra paralisação nacional de 48 horas da Educação

A Praça Universitária foi palco nesta quinta-feira, dia 3 de outubro, de nova manifestação em defesa da Educação Pública, gratuita e de qualidade. O Adufg-Sindicato e representantes de outras centrais sindicais ligadas à aréa se reuniram para um ato unificado em que discutiram o Programa Future-se e a precarização das universidades e institutos federais no País. Considerando a ação realizada na última quarta-feira, dia 2 de outubro, em que professores e alunos levaram seus trabalhos, aulas, pesquisas e atividades para as ruas do Centro de Goiânia, foram 48 horas de paralisação nacional.

Com a participação de centenas de pessoas, a ação se destacou pelo envolvimento majoritário da classe estudantil, representados pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Goiás (DEC/ UFG). A estudante do Programa de Doutorado em Psicologia da Universidade de Brasília, Larissa Leão, veio da capital federal para participar da ação em Goiânia. Ela realizou o seu mestrado na Faculdade de Educação da UFG e criticou o projeto de privatização das instituições federais de ensino por meio do Future-se. “Predomina-se não o interesse da sociedade, mas sim do privado. A ciência e a tecnologia produzidas nas universidades vão servir aos interesses dos empresários, caso esse projeto seja aprovado”, disse.

Letícia Scalabrini, do DCE-UFG, criticou o desbloqueio de R$ 2 bilhões para a Educação nesta semana. Segundo a estudante, a parte que cabe a UFG deste montante não quita as dívidas da instituição e disse, ainda, que o programa Future-se é a prova do desgoverno e descaso de Bolsonaro na Educação. “Não daremos um minuto de sossego para esse governo que não pensa antes de atacar a Educação. Uma coisa já ficou clara, não podemos nos iludir achando que esse governo vai parar de perseguir as universidades. Precisamos lutar pela nossa sobrevivência, não vamos parar as manifestações e articular novas estratégias.”

O diretor Administrativo do Adufg-Sindicato, João Batista de Deus, participou da ação. Concedeu inúmeras entrevistas ao longo da tarde de ontem aos veículos de comunicação e reforçou o posicionamento da entidade. "Nós vamos apoiar os estudantes em todas as mobilizações. Esse governo desrespeita a classe dos docentes todos os dias. Essa verba liberada não quita as dívidas da UFG. Estamos dando aula neste calor com racionamento de ar condicionado. Ano que vem o futuro das Universidades é incerto. O Ministro Paulo Guedes não quer liberar mais verbas. O único jeito é nos unirmos e irmos para as ruas lutarmos pela nossa Educação Pública", reforçou.