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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 17/10/19 - Nota, Notícias

Conpeex 2019 é um evento de resistência

O Diretor Vice-Presidente e de Comunicação do Adufg, Walmirton Tadeu, marcou presença na abertura do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão

Conpeex 2019 é um evento de resistência

Com a apresentação do Coro de Câmara da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (Emac/UFG), tiveram início nesta quarta-feira (16/10) as atividades de abertura do 16º Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão (Conpeex). Participaram da abertura o reitor da UFG, Edward Madureira Brasil, a vice-reitora Sandramara Matias Chaves, representantes do Instituto Federal Goiano (IFGoiano), Instituto Federal de Goiás (IFG), do governo do estado e da prefeitura de Goiânia, da Caixa Econômica Federal, representantes dos professores, técnicos administrativos e estudantes, e os pró-reitores de Graduação, Jaqueline Araujo Civardi, de Extensão e Cultura, Lucilene Maria de Souza, e de Pós-Graduação, Laerte Ferreira, além do Diretor Vice-Presidente e de Comunicação do Adufg, Walmirton Tadeu.

A pró-reitora de Extensão e Cultura, Lucilene Souza, falou em nome da comissão organizadora, agradecendo a todos os que fizeram o evento ocorrer, mesmo com as dificuldades financeiras por que passam as universidades federais, e ressaltou que o Conpeex 2019 é um símbolo de resistência da Universidade. Ela ressaltou que o tema – a bioeconomia – está em consonância com a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e com os principais eventos da programação.

O Conpeex teve mais de 5 mil inscritos. Adriana dos Reis, representante do reitor do IFG, destacou que a instituição não conseguiu realizar evento semelhante ao Conpeex esse ano devido a problemas financeiros e muitos estudantes e professores estão apresentando trabalhos na UFG. O professor e secretário de Ciência e Tecnologia da prefeitura de Goiânia, Celso Camilo, também destacou os diversos projetos da prefeitura feitos em parceria com a Universidade.

O reitor Edward Madureira Brasil também reiterou a necessidade de resistir e de sensibilizar os governantes, não deixando que retrocessos ocorram em nosso País. Ele aproveitou o momento para fazer uma leitura da carta de moção produzida pela Unicamp em defesa da ciência e da educação.

Um plano nacional para a Bioeconomia

Com o tema "Bioeconomia como projeto mobilizador nacional", Ruy de Araújo Caldas, um dos responsáveis pela formulação de políticas públicas e execução de programas estratégicos nos ambientes do CNPq, MCTI, CGEE e FAPDF, e professor visitante da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) fez a conferência inaugural do 16º Conpeex.

Confira e entrevista que o professor Ruy Caldas concedeu à Rádio Universitária.

Para ele, é necessário que façamos um grande projeto nacional que mobilize todos os agentes de desenvolvimento do País e que preferencialmente parta das universidades, que possuem grande potencial transformador, já que na sua opinião, esse projeto não virá de cima pra baixo. Ele desenvolveu sua palestra em quatro passos necessários para construir esse projeto: a justificativa do projeto, qual o foco, sua viabilidade e quais as estratégias necessárias.

De acordo com Ruy, é preciso investir em bioeconomia para garantir processos produtivos sustentáveis com potencial de geração de emprego e renda e porque o mercado demanda essas tecnologias. Além disso, nossa base técnico-científica é carente de desafios e a bioeconomia agrega todas as áreas de produção, sendo um diferencial competitivo do Brasil. Ele, inclusive, destacou em sua fala uma pesquisa divulgada pela UFG que mostra uma molécula capaz de reduzir o consumo de energia em telas de celulares.

O professor continuou explicando que o foco desse projeto deve ser: traçar estratégias, unir iniciativas, focar em resultados, realizar parcerias nacionais e internacionais, propor marcos regulatórios e inserir o Brasil como provedor de biotecnologias. O projeto é viável pelo fato de o País ser grande produtor de alimentos, de biocombustível e com um mercado capaz de alavancar inovações, com base empresarial articulada, estabilidade política e macroeconômica.

Por fim, ele citou que a estratégia deve ser fortalecer a pesquisa e o desenvolvimento, acelerar a conversão dos esforços em produtos, processos e serviços, reduzir barreiras regulatórias, promover força de trabalho na bioeconomia, fortalecer parceria público-privada e inserir o Brasil nos mercados internacionais da bioeconomia.

Texto: Kharen Stecca - SECOM UFG