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Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 12/08/19 - Notícias

Escola de Engenharia recebe alunos da primeira turma de beneficiados do PRONERA

ADUFG auxilia o Programa com a doação de 5 beliches e 8 colchões que ajudarão no alojamento dos estudantes

Escola de Engenharia recebe alunos da primeira turma de beneficiados do PRONERA

A UFG celebrou um convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) que formou a primeira turma de Agronomia para beneficiários do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA).

Foram aprovados 40 candidatos de 250 inscritos. Estes alunos vêm de seus assentamentos e irão morar em casas dentro da Escola de Agronomia (EA). O Adufg-Sindicato contribuiu com 5 beliches e 8 colchões para auxiliar no alojamento destes estudantes.

Os alunos foram recebidos hoje (12) para um café da manhã na EA. Logo depois eles fizeram as matrículas e um tour pela UFG.

“Isso faz parte de uma ação afirmativa, uma política de resolver um passivo educacional da educação no campo. Foi feito um levantamento de que no território rural é onde temos os maiores passivos educacionais, especialmente nas áreas de reforma agrária”, contou o professor Wilson Mozena, um dos coordenadores do projeto. “O PRONERA convida as universidades e atende demandas da sociedade. No nosso caso, algumas organizações ligadas à reforma agrária e à agricultura familiar nos demandaram isso, passou no conselho diretor, entramos em contato com o INCRA, falamos que estávamos interessados em ofertar um curso de Agronomia para este público”.

A iniciativa foi concretizada no final de 2018 para iniciar o curso agora em agosto de 2019. Segundo Mozena, foi um processo seletivo semelhante ao que se faz para a licenciatura indígena, e o curso tem praticamente o mesmo projeto político-pedagógico do curso normal da Agronomia, mas com a diferença de que os professores terão que dar uma abordagem para a agricultura familiar e para a agroecologia com a proposta da pedagogia da alternância. No semestre, eles ficam três meses na universidade em tempo aula e três meses na comunidade, aplicando os ensinamentos que tiveram.

“É uma turma única e uma nova turma vai depender de novas parcerias com o INCRA. É uma turma bastante eclética, com uma divisão por gênero de 50% e de diferentes partes do Brasil: tem gente do Piauí, do Maranhão, do Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, muita gente de Minas Gerais e muitos daqui de Goiás”, conta Mozena.

“É uma experiência nova para a Escola de Agronomia porque esta turma vai trabalhar com a pedagogia da alternância. Não temos experiência com este formato, para nós será de grande valia, pois em breve vamos iniciar o processo de reformulação do projeto pedagógico do curso de agronomia. É um aprendizado sobre o que poderemos absorver”, disse o diretor da EA, Marcos Cunha. “É uma turma de origem rural, que é diferente hoje do perfil do nosso aluno, que é mais urbano, então com certeza haverá uma troca de experiências que será muito interessante entre estes alunos e os demais alunos da escola. Eles não vão ficar restrito à turma deles, apesar de terem uma metodologia diferente, terão acesso aos grupos de estudo, à iniciação científica”, disse.

O INCRA fez um aporte de recurso para as políticas de permanência. Os alunos têm auxílio para alimentação, têm uma bolsa e ajuda para tirar fotocópias, “com um acompanhamento pedagógico de tal modo que se tiver alguma deficiência lá de onde eles vieram a gente pode dar um suporte para que isso não implique em insucesso nas disciplinas” afirmou o professor. Porém, como os recursos oriundos do INCRA não são suficientes para tudo, foram necessárias algumas parcerias para viabilizar essa turma. “Adequamos os alunos em umas casas antigas da Escola de Agronomia para não ter custo com alojamento e o Adufg nos auxiliou com a aquisição de alguns colchões e beliches para a hospedagem desses alunos. Logicamente a gente espera que esta parceria com o Adufg aconteça também nos próximos anos, conforme apareçam necessidades que não prevemos”, finaliza Mozena.  

O presidente do Adufg e professor de Engenharia de Alimentos na Escola de Agronomia, Flávio Alves da Silva, deu as boas-vindas aos alunos e destacou a importância do Sindicato auxiliar de alguma forma. "Ficamos muito felizes em propiciar 5 beliches e 8 colchões para ajudar no alojamento destes estudantes", destacou.