Notícias

Autor: Ascom Adufg-Sindicato

Publicado em 30/01/20 - Notícias

Maia diz que Salles e Weintraub radicalizaram demais e perderam condição de interlocução

'Não sei como o governo vai fazer com o seu ministro do Meio Ambiente. A mesma coisa com o Ministério da Educação', disse Maia a investidores em São Paulo

Maia diz que Salles e Weintraub radicalizaram demais e perderam condição de interlocução
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia Foto: André Coelho / Agência O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira que os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Educação, Abraham Weintraub, radicalizaram demais e perderam a condição de interlocução, fragilizando a posição do governo do presidente Jair Bolsonaro em duas áreas que avalia como fundamentais.

Em evento do banco Credit Suisse em São Paulo, Maia afirmou que o crescimento econômico pode ser menor que o esperado neste ano por causa da questão ambiental e que a atuação de Weintraub no MEC manda um sinal ruim para investidores.

Leia mais: Comissão de Ética da Presidência pune Weintraub com advertência por fala contra petistas

— Eu não sei como o governo vai fazer com o seu ministro do Meio Ambiente. Acho que, de alguma forma, ele perdeu as condições de ser o interlocutor. Acho que ele radicalizou demais, não sei se combinado com o presidente ou não. A mesma coisa com o Ministério da Educação — disse Maia.

O presidente da Câmara afirmou, ainda, que Weintraub pode desestimular investidores que desejam apostar no Brasil.

— Como é que faz para o investidor olhar que o Brasil tem um ministro da Educação desse? Então esse país não tem futuro. E parece que tem um passado ruim, porque conseguiu fazer um cara desse ministro da Educação. Que construção que nós tivemos — disparou.

Maia disse que tem escutado tanto de investidores quanto de representantes de Parlamentos estrangeiros com quem tem conversado preocupação com a questão ambiental no Brasil. Ele, no entanto, centrou fogo principalmente em Weintraub.

— Ele ainda critica o PT de forma injusta, porque como ele trabalhava no banco que o Banco do Brasil comprou 49% quando ia quebrar, o Votorantim, quem garantiu o emprego dele em 2009 foi o PT — ironizou o presidente da Câmara.

Matéria publicada pelo jornal O Globo (Eduardo Simões, da Reuters)