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Publicado em : 18/06/2019

Abraham Weintraub, atual ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, esteve ontem, 17, em evento institucional na cidade de Petrolina (PE). Durante a sua participação na cerimônia, o titular da pasta falou mais uma vez sobre os cortes anunciados na área da Educação.

Weintraub destacou que as conversas sobre os chamados “contingenciamentos” já acontecem há mais de dois meses, porém, mesmo com o tempo de discussão e com as reações na ruas, ele não demonstrou predisposição para revogar os cortes.

O ministro, mais uma vez, se utilizou de informações mal colocadas para defender que o impacto dessas alterações de orçamento não seria tão grande quanto o alarmado pela mídia, ressaltando que “o contingenciamento não afetou diretamente nenhuma instituição de ensino no Brasil”.

O que parece ter fugido do radar de Weintraub é que o maior receio dos reitores de UF’s é que o segundo semestre seja impossibilitado diante dos cortes. Temos um exemplo bem próximo de nós quando levamos em consideração o caso da Universidade Federal de Goiás (UFG), que teve 30% de seu orçamento comprometido. Desse valor, que corresponde a R$ 32 milhões de reais, R$27 milhões seria o valor destinado ao custeio da UFG, que engloba o pagamento de contas básicas como luz e água, além do custeio de funcionários terceirizados. Os outros R$ 5 milhões seriam investidos na instituição, como na construção de novos prédios.

Segundo o reitor da UFG, Edward Madureira Brasil, esses cortes, caso concretizados, representariam a "absoluta inviabilização do funcionamento da universidade no início de agosto deste ano".

Outro ponto da fala do ministro Abraham Weintraub que merece destaque é a sua tentativa de minimizar o real montante de investimento que está sendo retirado da Educação.  Weintraub defende que o contingenciamento de 3,5% no orçamento é “aceitável”, porém, essa porcentagem se aplica apenas quando avaliamos o orçamento total das universidades, que inclui o pagamento de despesas obrigatórias, ou seja, que não podem ser cortadas pelo Ministério da Educação.

Quando voltamos a nossa atenção para as despesas não obrigatórias, aquelas que podem ser alteradas pelo ministro, notamos que o corte anunciado representa mais de 24% desse montante. Tornando o argumento do ministro um contingenciamento “aceitável”, uma simples ilusão.

Weintraub também voltou a pontuar que o foco dos investimentos seriam áreas nas quais o governo vê maior retorno para a sociedade, como a Educação Básica, o Ensino Fundamental e Técnico. Se esquecendo que para uma boa geração de resultados nessas fases, os estudantes teriam de ter acesso a professores com uma boa formação, a qual teriam acesso em um ensino público superior de qualidade e capaz de formar profissionais de excelência.

Por fim, o ministro afirma estar conseguindo “colocar a casa em ordem devagarzinho”, em referência aos cortes que a Educação vem sofrendo desde outras gestões do governo. O problema, caro Abraham Weintraub, é caso diante dos desmontes que a Educação vem sofrendo, não sobre nenhuma casa para colocar em ordem.

O Adufg repudia todas as declarações e postura do atual ministro que não satisfeito em amesquinhar políticas públicas voltadas para a Educação, insiste em ridicularizar sua própria posição, uma das mais importantes no primeiro escalão da República. Talvez como forma de escamotear sua absoluta incompetência para o cargo de ministro da Educação, Abraham Weintraub.  

 

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